Os jogadores olímpicos brasileiros tiveram um amistoso com a selecção nacional do Vietname na sexta-feira passada. Vamos ver o que passou com os brasileiros no meu país! Deves saber que os vietnamitas são loucos por futebol e a selecção brasileira é uma das favoritas aqui. Mais uma coisa, a selecção vietnamita anda a ser liderada por um português, Henrique Calisto. Esta é a segunda vez que este senhor desempenha o cargo.
segunda-feira, 4 de agosto de 2008
selecção olímpica do brasil no vietname
sexta-feira, 1 de agosto de 2008
12 animais do calendário lunar
Conta-se que: No muito início do mundo, era dada mais atenção ao humano.
Deus dava muitos previlégios ao humano e gostava de escolher mais alguns animais relativos à vida humana a fim de criar um horário a partir destes animais para que o humano pudesse ter uma noção de tempo.
Os Santos do céu fizeram uma procura a fundo e destacaram uns trinta ou quarenta animais mais típicos. Porém, Deus ainda pensava que estava longe da consciência do humano. O conselheiro de Deus convocou 12 animais representativos, que eram os mais próximos e amigáveis ao humano, e definiu uma hora para registar a ordem da chegada deles, criando assim o termo do “ciclo de 12 anos”.
Na noite da véspera, os 12 animais ficaram muito excitados e reuniram-se para encontrar uma maneira favorável a fim de todos chegarem ao céu.
No entanto, são diferentes a capacidade e características de cada um. Contando na sua beleza, força e competência, o Dragão nem queria pensar. O Macaco, como era esperto e capaz de imitar revolvendo a situação, pensava que conseguiria aproveitar a oportunidade para obter uma boa posição...
Somento o Bufalo trabalhador, sabendo que era lento, pretendeu levantar-se cedo para caminhar. Sendo vizinhos do Bufalo, o Gato e o Rato fingiramn falar com ele da viagem mas na verdade, procuraram encontrar uma maneira para serem os primeiros a chegar ao céu. Cansado por pensar, o Gato adormeceu e disse ao Rato para acordá-lo, assim poderiam caminhar juntos.
Por volta da uma de manhã, o Bufalo levantou-se para caminhar tranquilamente sem perceber que o Rato não só deixou de acordar o Gato, mas também ficou nas costas do Bufalo, assim foi carregado por ele. Ao chegar ao céu, muito depressa, o Rato saltou do Bufalo e anunciou o nome. Deus e os Santos ficaram surpresos pelo aparecimento de um animal pequeno, feio e até mesmo fedorento. Ficaria este animal no primeiro lugar do ciclo de 12 anos? Mas não havia como mudar a regra!!!
Ficou no segundou lugar, sem dúvida, o Bufalo.
Chegou no terceiro lugar o Tigre, o Rei dos animais. Contando na sua força, o Tigre saltou para o rio antes de raciocinar para encontrar uma melhor maneira para ultrapassá-lo.
O Gato, certamente chegou atrasado por ter adormecido. Até agora, o Gato ainda detesta muito o Rato por não o acordar.
O vaidoso Dragão conseguia voar e até desprezava a corrida, mas acabou por ser o quinto. Este atraso foi explicado por causa da bondade do Dragão. Parou no meio do caminho criando chuva para salvar as criaturas na terra.
Podia ser conderado mais esperto e pérfio do que o Rato, a Cobra ganhou o sexto lugar por se ter escondido na perna do Cavalo.
O Cavalo, apesar de ser muito veloz, obteve apenas o sétimo lugar por ficar assustado ao ver a Cobra escondida na perna.
O Bode mostrou os seus pontos fortes neste corrida que eram a força e a resistência e ganhou a oitava posição.
O ágil Macaco era considerado um filósofo visto que não havia nada que não conseguisse resolver. Mas, sendo subjectivo com a sua competência, só chegou no nono lugar.
Mesmo sendo o mais fraco do trio Bode – Galo – Macaco, o Galo aproveitou muito bem e ficou o centro da atenção e ficou na décima posição.
O Cão, famoso pela fieldade, ficou somente no décimo primeiro lugar. Embora fosse um dos melhores nadadores dos 12 animais, o Cão quase foi o último por ser meticuloso e limpo demais.
O Porco foi o último animais do ciclo e faltou pouco para ficar fora por Deus estar a fechar o portão. Chegou atrasado por ter comido e adormecido no caminho todo.
São diferentes 3 animais entre o calendário lunar vietnamita e o chinês: Bufalo -> Vaca, Gato -> Coelho, Bode -> Ovelha.
segunda-feira, 14 de julho de 2008
uma visão brasileira sobre hanói e o vietname
segunda-feira, 7 de julho de 2008
músicas favoritas minhas
São 3 das músicas vietnamitas de que gosto. Por coincidência, falam sobre sofrimento de amor. Ahhhh, mas não penses que eu esteja a sofrer! Simplesmente, as músicas têm ritmos muito bonitos e letras bem poéticas. Aliás, só a musica Uma tarde sozinha foi traduzida anteontem, as duas outras tinham sido traduzidas há muito tempo. Portanto, espero que aprecies!
A palavra que não se disse Ficando contigo, queria tanto estar contigo para sempre Já acreditava que te amava Mas quanto estávamos juntos, não sentia uma tímidez E quando estava longe de ti, não sentia uma falta Será por depressa que perdiste o coração Como uma nuvem vagando, desejava perguntar-te Tendo estado juntos por anos, porque nos separámos O olhar que te queria dar, já não posso O beijo apaixonante nos meus lábios ainda está quente Tenho de me esquecer, o passado tolinho, um amor tontinho Foram-se com ele Já estás longe, meu amor Como não sabia que estava eu contigo só para te ajudar Nunca tendo o amor verdadeiro Acumula-se a amargura O amor foi-se Ardendo o coração com o fogo desejoso Deixando a solidão por palavras geladas Mesmo que sejam apenas um desejo e uma esperança Sei que tenho um sonho Para sempre....
Tu e eu
Tu e eu, uma noite de lua, uma tarde anoitecendo
Tu – Vénus de madrugada
E eu – Vénus à noite
Tu e eu – saudades de distância e mimos de perto
Tu e eu – melodias felizes, ritmos tristes...
Canta, revela o teu coração
Ficaremos mais próximos pela música
Oiço uma voz parecida a uma brisa
Vejo uma lágrima parecida a um riacho cristalino
Será que estás a pensar em mim?
Como o teu coração está a dormir no meu
Separarmos não é para nos esquecermos
Mas sim deixar o coração mergulhar nas saudades
Tu e eu, uma felicidade recém-chegada, uma tristeza de longe
Tu – cheia de felicidades
E eu – cheio de saudades
Tu e eu – uma flor brilhante, um ramo seco sem folha
Tu e eu – cada tem só uma metade de vida
Canta, revela o teu coração
Ficaremos mais próximos pela música
Oiço uma voz parecida a uma brisa
Vejo uma lágrima parecida a um riacho cristalino
Será que estás a pensar em mim?
Como o teu coração está a dormir no meu
Separarmos não é para nos esquecermos
Mas sim deixar o coração mergulhar nas saudades
Uma tarde sozinha
Tanto sol hoje à tarde
Estou sozinha nesta rua deserta
Lá ali a onda e o mar estão a sussurrar
Que estou com tantas saudades tuas
Ouvindo as minha palavras
As casuarinas na areia começam a cantar
E o céu também levanta a voz
Juntamente com a rua falam de amor
Sei que as nuvens voam para longe
Sei que tu estás longe
Ainda me apaixono por ti
Ainda te amo imenso
Ainda estou à tua espera
E ainda vejo esta rua à praia lindíssima
Sei que as nuvens nunca regressam
Sei que não és do jeito que dizes
Ainda me apaixono por ti
Ainda te amo imenso
Ainda estou à tua espera
Mesmo que hoje não aqui estejas
Como hoje o vento não consegue falar
As folhas começam a cantar
E o céu também levanta a voz
Juntamente com a rua falam de amor
O vento levam as nuvens para longe
Lá no mar aberto as ondas brincam
O mar brilha à tarde
O vento continua a soprar
A nuvem nervosa continua a flutuar
Deixando-me sozinha nesta rua à praia
Sei que as nuvens voam para longe
Sei que tu estás longe
Ainda me apaixono por ti
Ainda te amo imenso
Ainda estou à tua espera
E ainda vejo esta rua à praia lindíssima
Sei que as nuvens nunca regressam
Sei que não és do jeito que dizes
Ainda me apaixono por ti
Ainda te amo imenso
Ainda estou à tua espera
Mesmo que hoje não aqui estejas...
sexta-feira, 4 de julho de 2008
traje tradicional: música e fotos
traje tradicional
Áo dài é o traje tradicional do Vietname para ambos os dois sexos, cobrindo o corpo do pescoço aos joelhos ou a mais. Áo dài geralmente é utilizado nos festividades importantes ou pelas estudantes. Aqui vou falar sobre Áo dài feminino.
como vestido nacional na dinastia do Rei Nguyen Phuc Khoat (1739-1765). Le Mur é a tradução em francês de Cat Tuong, o nome de um pintor nos anos 1930, quem fez uma renovação importante no Áo dài com 4 abas, tornando-o um vestido com apenas abas dianteira e traseira. A aba dianteira foi estendida aumentando assim a flexibilidade conforme os passos, ao mesmo tempo, a parte superior do vestido fica colada ao corpo mostrando as curvas aumentando assim o charme feminino. Para enfatizar ainda mais a feminidade, a linha dos botões na frente foi mudada para o ombro e mais tarde, ficou uma linha numa silhueta. Todavia, Áo dài Le Mur também tinha algumas mudanças “excessivas” que eram criticadas por um bom número de pessoas.
Áo dài Le Pho
Em 1934, outro pintor chamado Le Pho retirou as características duras e “mescladas” de Áo dài Le Mur e adicionou a Áo dài elementos tradicionais formando um tipo antigo, colado ao corpo com as duas abas soltas. Foi uma harmonia extremamente perfeita e elogiada por todas as senhoras. Desde aí, a forma padronizada de Áo dài foi fixada e apesar de muitas modificações, mantêm-se as características básicas.
Áo dài com raglã
sábado, 28 de junho de 2008
A irmã mais velha
Hanói no Verão, estação da flor-do-paraíso* e das sinfonias de cigarras
*também chamada: flamboyant, pau-rosa, acácia-rubra, árvore-flamejante
Este é um texto produzido pelo meu melhor amigo e publicado no blogue dele. Estava a procurar uma prosa que falasse da beleza de Hanói no Verão e esta é exactamente o que queria. Tentei fazer uma tradução mais fiel do original, por isso talvez sinta uma estranheza no estilo literário do texto, visto que o estilo literário vietnamita é bem livre. A prosa possui ao mesmo tempo a poesia e os “factores” engraçados que lhe aconteceram. Por tanto, dá para ver uma beleza típica de Hanói, através da visão de um “hanoiano”.
Chegou o Verão...
... trazendo o calor desconfortável mas também não deixou de trazer os seus charmes típicos embelezando as ruas de Hanói... inspirando a gente de Hanói...
Muitas tardes, deixando os livros e as canetas, pondo o capacete, saio passeando na minha mota velha... Sem meticulosidade, sem luxo... apenas com chortes e camisola... acelerando na rua... sem olhar para ninguém, sem querer ser olhado por ninguém... para quê???... Para sentir o calor, para respirar o pó na rua???... Não... para sentir o Verão de Hanói... já há 2 anos...
Uma tarde, andando de mota, sem dar por nada, de repente, ouvi um som, desacelerei... andando devagarinho e ouvindo... A SINFONIA DAS CIGARRAS... o som do Verão! Finalmente chegou o Verão! Sem poder acelerar mais, andei devagar e devagar ouvindo atenciosamente o som das cigarras... e recordando os dias antigos em que com um saquinho na mão esquerda e uma garrafa na mão direita andava de árvore a árvore... APANHANDO CIGARRAS... todos os dias, um grupo de crianças, vagueando nas ruas, de manhã à tarde, e logo à noite, juntavam-se para ver quem tinha apanhado mais CIGARRAS. Lembrando agora, fico com tantas saudades... em volta da minha casa actual, durante o Verão inteiro, nem um som das cigarras, o que se podia apanhar...
E desde aquele dia, todas as tarde, ainda na minha mota, mas jamais para acelerar, mas sim para procurar nas árvores... para encontrar algo do Verão... FLOR-DO-PARAÍSO... os ramos brilhantemente vermelhos da flor-do-paraíso do Verão, o vermelho de Hanói. Nem uma nuvem no céu azul, os pássaros flutuam num espaço luminoso, os raios dourados de sol misturam-se com o vermelho da flor embelezando a paisagem de Hanói. As flores-do-paraíso, como uma bela nova, cheia de vitalidade, reflectem-se na água do lago Oeste. O parque parece mais animado e colorido quando abrem as flores integrando no ritmo dinâmico da vida de Hanói. Sobressaindo-se das outras cores de lótus, rosas... a flor-do-paraíso possui uma cor que nunca desbota. Passear nas ruas de Hanói no Verão traz um sentimento incrivelmente confortável. Na sombra dos árvores, algumas pétalas vermelhas caídas no silêncio às vezes mostram a poesia da vida de Hanói. Aparece-me uma música: “Com cestas de bicicletas cheias de flores-do-paraíso, aonde levas o meu Verão... Um ramo de flores-do-paraíso como os 18 anos teus...”. Dantes, havia os dias em que passeava apanhando as flores, pressionava-as num livro... para oferecer a alguém... Uma vez, ela queria um ramo de flores-do-paraíso, subi a uma árvore apanhando um e quase caí no lago, logo fui perseguido por uns guardas, ainda bem que não fui arrestado.
E assim finalmente chegou o Verão...vai fazer muitíssimo sol, muitíssimo calor... mas também vai ser belíssimo com o vermelho das flores-do-paraíso.... excitadíssimo com o som das cigarras... Tudo, é o Verão de Hanói...
Uma tarde no Verão... comeu-se arroz frito... ficou-se com dispepsia, não se conseguiu dormir........
quinta-feira, 26 de junho de 2008
marcha turca "vietnamita"
Hoje vou-te apresentar uma versão muito diferente da música famosa Marcha Turca de Mozart, tocada com instrumentos musicais tradicionais vietnamitas. Aqui na imagem vê-se o instrumento principal, que vou apresentar-te com mais detalhes num texto posterior. Agora, diverte-te!
terça-feira, 3 de junho de 2008
gastronomia de hanói: chả cá lã vọng
gastronomia de hanói: cốm
gastronomia de hanói: bánh cuốn
gastronomia de hanói: phở
terça-feira, 27 de maio de 2008
lagos de Hanói: Lago Truc Bach
hanh Nien (podes ver na terceira imagem do texto sobre o Lago Oeste). Apareceu no século XVII quando os habitantes das 2 aldeias de Yen Hoa (agora Yen Phu) e Yen Quang (agora na Rua de Quan Thanh) juntamente fizeram um dique com finalidade de separar a parte sul do lago Oeste para cultivar peixes. As bibliografias indicam que havia uma aldeia chamada Truc Yen ao sul do lago cujo emprego principal era fazer cortinas de bambu. Por isso, todas as família cultivavam bambu fazendo surgir o nome Truc Bach (Bambu Branco). 
lagos de Hanói: Lago Oeste
Já era uma atracção de há muito tempo. Na dinastia de Ly-Tran, os Reis mandaram fazer vários palácios por volta do lago como sítio de relaxamento, entretimento... tais como o Templo de Ham Nguyen da dinastia de Tran que agora é o famoso pagode de Tran Quoc, o palácio de Tu Hoa da dinastia de Ly que agora é o pagode de Kim Lien ou o templo de Thuy Chuong no lugar em que agora fica a escola Chu Van An.
Se se fizer uma volta pelo lago, vêem-se muitos monumentos e belezas: a aldeia de Nghi Tam que possui o pagode de Kim Lien com a arquitectura original, a aldeia de Nhat Tan – terra das flores primaverais, a aldeia de Ke Buoi que produz papel tradicional... e sobretudo, o Templo de Quan Thanh. Ainda por cima, alguns projectos modernos recém-construídos fazem parte da diversidade da paisagem do lago.
domingo, 25 de maio de 2008
lagos de Hanói: Lago Hoan Kiem
Porta da cidade Quan Chuong
Na porta, estão 3 grandes letras chinesas, “Thanh Ha Mon” (Porta de Thanh Ha) porque antigamente este lugar era a aldeia de Thanh Ha, pertencendo ao distrito de Dong Xuan. Mas os habitantes da capital costumam chamá-la O Quan Chuong (Porta de Quan Chuong) devido a esta história: A 20 de Novembro de 1873, os franceses entraram em Hanói a partir do Rio Vermelho. Passaram por esta porta mas encontro a resistência forte de um grupo de 100 soldados vietnamitas liderado por um comandante (Chuong Co em vietnamita). A luta demora de madrugada até à tarde quando o comandante e todos os soldados se sacrificaram. A Porta tornou-se uma testemunha da audácia dos filhos de Thang Long – Hanói.
Mercado Dong Xuan
Vende-se tudo no mercado Dong Xuan, o maior mercado no centro de Hanói. Foi construído em 1889 em base da unificação e deslocação dos 2 mercados de Cau Dong e Bach Ma, que tinham ficado nas margens do Rio To.
O mercado actual tem 3 andares com 2224 lojas interiores e 70 exteriores negociando 24 tipos de mercadorias. O lado frontal vira para a Rua de Dong Xuan e outros lados são limitados pelas Ruas de Hang Khoai, Nguyen Thien Thuat e Cau Dong.
O mercado Dong Xuan é ainda por cima um monumento da Resistência, onde se realizam a luta entre os soldados suicidas e os franceses em Fevereiro de 1947.
sábado, 24 de maio de 2008
Ruas Antigas - Alma de Hanói
Um quadro do estilo “Pho Phai” (Ruas de Phai) – o estilo famoso e exclusivo do pintor Bui Xuan Phai
A antiga Hanói era dividida em 2 zonas distintas: a zona proibida para o Rei e os mandarins e a zona comercial para o povo – que hoje em dia são as ruas antigas. Dantes, a zona antiga foi formada de uma rede de trânsito fluvial com o sistema de canais criados por ramos dos Rios Vermelho e To Lich. Os artesãos qualificados seleccionados pela Corte estabeleceram associações artesanais mesmo perto os portões da Cidadela Real.
A partir do século XI, esta tornou-se uma zona comercial dinâmica com associações especializadas em certas mercadorias. Por isso, hoje em dia, a cidade é designada “Hanói – 36 Ruas”. O nome de cada rua começa por “Hang” tais como Hang Dao, Hang Bac, Hang Thiec, Hang Giay, Hang Ma, Hang Vai... "Hang" em vietnamita antigo significa mercadoria, e as ruas foram nomeadas conforme as mercadorias que nelas se vendiam. Em muitas ruas actualmente ainda se vendem essas mercadorias tradicionais.
As ruas antigas são realmente um sítio interessante para os turistas descobrirem. As casas “tubulares” nesta zona têm largura estreita e estendem-se para trás. Para verem o seu comprimento, podem percorrer os becos entre casas ou visitar uma das lojas na Rua de Hang Gai.
A vida nestas ruas ainda está sempre energética. Desde madrugada que as ruas ficam cheias de gente ir ao trabalho, vender comidas, praticar exercícios.... Os velhos continuam a carreira dos ascendentes, as velhas cuidam do altar da família, dos netos e da casa... Até mesmo nas noites frias do Inverno, os habitantes de Hanoi têm o hábito de se juntar desfrutando os pratos típicos da cidade.
As ruas antigas de Hanói está a enfrentar mudanças grandes e complicadas devido ao desenvolvimento social que faz com que algumas casas ou partes das ruas sejam substituídas por arquitectura moderna. Todavia, as ruas ainda mantêm a sua beleza com casas tubulares, bonitas e musgosas relampejarem no verde das árvores. Uma beleza pura, delicada que nunca se desbota.
Recentemente, a cidade de Hanói restaurou algumas casas antigas simbólicas da zona. São as casas na Rua de Ma May, 87 e na Rua de Hang Dao, 38.
Museu de Etnologia do Vietname
Museus: Prisão de Hoa Lo
Museu de História do Vietname
O Museu de História do Vietname fica situado perto do Teatro Municipal e Lago Hoan Kiem, no centro da cidade. O Museu preserva grande número de artefactos valiosos de vários períodos históricos. As exibições são mostradas nos dois andares.
A primeira secção contem relíquias do tempo pré-história descobertas em diferentes lugares do país. Estes itens principal datam as idades paleolítica e neolítica.
A sala adjacente apresenta a civilização do povo de Viet antigo no período dos Rei Hung, os reis fundadores da nação. Todas as relíquias mostram o desenvolvimento brilhante da cultura vietnamita da última era neolítica até o início da idade do Ferro. Muitos tambores impressionantes de cobre da era de Dong Son têm sido preservados.
As lutas duras pela independência nacional e soberania do século 1 até 10 são reflectidas por muitos artefactos históricos associados com insurreições contra invasores estrangeiros. Estas lutas foram lidadas por heróis nacionais como Irmãs de Trung, Ba Trieu, Mai Thuc Loan, Ly Bon, Phung Hung e Ngo Quyen...
A história do período de independência e feudalismo, que durou do século 10 até 19 passando as dinastias de Dinh, Tien Le, Ly, Tran, Ho, Tay Son, e Nguyen são reapresentadas em muitas colecções valiosas.
A última parte de exposição relata a vitória da Revolução de Agosto de 1945.
Teatro Municipal de Hanói
A contrução do Teatro Municipal de Hanói começou em 1901 e foi completada em 1911. Foi desenhado pelos arquitectos Broger e Harloy e foi o primeiro teatro de ópera em Hanói. Com a capacidade de 900 de lugares, o Teatro Municipal não é apenas um edifício com grande significado cultural, mas também histórico. De facto, foi aqui onde os vietnamitas vieram içar de bandeira vermelha com a estrela no dia 17 de Agosto de 1945 (no balcão do segundo andar do Teatro). Além disso, o edifício fica situado na junção das Ruas Trang Tien e Hang Khay. Nesta praça, os habitantes de Hanói demonstraram manifestando o apoio para a Revolução. Em 1997, com a assistência do Governo Francês, o Teatro foi restaurado para o seu desenho original. Suportado com melhores equipamentos técnicos, este é o sítios para diversos programas de alta qualidade.






