segunda-feira, 4 de agosto de 2008

selecção olímpica do brasil no vietname

Os jogadores olímpicos brasileiros tiveram um amistoso com a selecção nacional do Vietname na sexta-feira passada. Vamos ver o que passou com os brasileiros no meu país! Deves saber que os vietnamitas são loucos por futebol e a selecção brasileira é uma das favoritas aqui. Mais uma coisa, a selecção vietnamita anda a ser liderada por um português, Henrique Calisto. Esta é a segunda vez que este senhor desempenha o cargo.

Fonte do texto: esportes.terra.com.br
Os vietnamitas deram mais uma demonstração, nesta terça-feira, do que representa a presença da Seleção Brasileira em Hanói. Todos os 45 mil ingressos do jogo entre o time olímpico verde-amarelo e a seleção local foram esgotados em cerca de meia hora. O amistoso - último do Brasil na preparação para os Jogos Olímpicos de Pequim - está marcado para esta sexta-feira, às 10h (de Brasília). O confronto será disputado no Estádio My Dinh (Nacional), na capital do Vietnã. Antes de esgotar os bilhetes, os vietnamitas já haviam mostrado sua empolgação na chegada da Seleção Brasileira. De acordo com a polícia, 2.500 fãs compareceram ao desembarque da delegação no Aeroporto de Hanói. A histeria causada pelos comandados de Dunga é destaque da edição de quarta-feira do Vietnam News. O diário relata o fracasso da polícia na tentativa de conter o ânimo do público no momento da chegada de Ronaldinho e cia.

Fonte do texto: ojogo.pt
A selecção olímpica do Brasil apanhou um susto no jogo de preparação frente à modesta selecção do Vietname, treinada pelo português Henrique Calisto. O amigável decorreu em Hanói, tendo o "escrete" vencido por 2-0, com golos de Alexandre Pato e Thiago Neves, mas os vietnamitas conseguiram jogar de igual para igual durante grande parte do tempo, atiraram um bola à trave e fizeram do guarda-redes brasileiro Renan o melhor em campo. Actualmente no 124º lugar do ranking da FIFA, o Vietname não passou sequer da fase preliminar das eliminatórias para o Mundial'2010. Mesmo assim, chegou a pôr o Brasil em respeito, Brasil que utilizou craques como Ronaldinho Gaúcho e os ex-portistas Anderson e Diego (os dois primeiros jogaram os 90 minutos). No final, Ronaldinho afirmou que os vietnamitas “jogaram bem” e que gostou da partida, salientando que “a intenção era fazer um golo logo de entrada e depois segurar a bola”. Dunga, seleccionador de quem se diz ter o lugar em perigo caso a "canarinha" falhe nos Jogos Olímpicos, mostrou-se irritado com os jogadores, que acabaram por justificar o mau desempenho com o muito calor que se fazia sentir, pois a partida foi disputada sob uma temperatura superior a 40 graus Celcius.

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

12 animais do calendário lunar

Conta-se que: No muito início do mundo, era dada mais atenção ao humano.

Deus dava muitos previlégios ao humano e gostava de escolher mais alguns animais relativos à vida humana a fim de criar um horário a partir destes animais para que o humano pudesse ter uma noção de tempo.

Os Santos do céu fizeram uma procura a fundo e destacaram uns trinta ou quarenta animais mais típicos. Porém, Deus ainda pensava que estava longe da consciência do humano. O conselheiro de Deus convocou 12 animais representativos, que eram os mais próximos e amigáveis ao humano, e definiu uma hora para registar a ordem da chegada deles, criando assim o termo do “ciclo de 12 anos”.

Na noite da véspera, os 12 animais ficaram muito excitados e reuniram-se para encontrar uma maneira favorável a fim de todos chegarem ao céu.

No entanto, são diferentes a capacidade e características de cada um. Contando na sua beleza, força e competência, o Dragão nem queria pensar. O Macaco, como era esperto e capaz de imitar revolvendo a situação, pensava que conseguiria aproveitar a oportunidade para obter uma boa posição...

Somento o Bufalo trabalhador, sabendo que era lento, pretendeu levantar-se cedo para caminhar. Sendo vizinhos do Bufalo, o Gato e o Rato fingiramn falar com ele da viagem mas na verdade, procuraram encontrar uma maneira para serem os primeiros a chegar ao céu. Cansado por pensar, o Gato adormeceu e disse ao Rato para acordá-lo, assim poderiam caminhar juntos.

Por volta da uma de manhã, o Bufalo levantou-se para caminhar tranquilamente sem perceber que o Rato não só deixou de acordar o Gato, mas também ficou nas costas do Bufalo, assim foi carregado por ele. Ao chegar ao céu, muito depressa, o Rato saltou do Bufalo e anunciou o nome. Deus e os Santos ficaram surpresos pelo aparecimento de um animal pequeno, feio e até mesmo fedorento. Ficaria este animal no primeiro lugar do ciclo de 12 anos? Mas não havia como mudar a regra!!!

Ficou no segundou lugar, sem dúvida, o Bufalo.

Chegou no terceiro lugar o Tigre, o Rei dos animais. Contando na sua força, o Tigre saltou para o rio antes de raciocinar para encontrar uma melhor maneira para ultrapassá-lo.

O Gato, certamente chegou atrasado por ter adormecido. Até agora, o Gato ainda detesta muito o Rato por não o acordar.

O vaidoso Dragão conseguia voar e até desprezava a corrida, mas acabou por ser o quinto. Este atraso foi explicado por causa da bondade do Dragão. Parou no meio do caminho criando chuva para salvar as criaturas na terra.

Podia ser conderado mais esperto e pérfio do que o Rato, a Cobra ganhou o sexto lugar por se ter escondido na perna do Cavalo.

O Cavalo, apesar de ser muito veloz, obteve apenas o sétimo lugar por ficar assustado ao ver a Cobra escondida na perna.

O Bode mostrou os seus pontos fortes neste corrida que eram a força e a resistência e ganhou a oitava posição.

O ágil Macaco era considerado um filósofo visto que não havia nada que não conseguisse resolver. Mas, sendo subjectivo com a sua competência, só chegou no nono lugar.

Mesmo sendo o mais fraco do trio Bode – Galo – Macaco, o Galo aproveitou muito bem e ficou o centro da atenção e ficou na décima posição.

O Cão, famoso pela fieldade, ficou somente no décimo primeiro lugar. Embora fosse um dos melhores nadadores dos 12 animais, o Cão quase foi o último por ser meticuloso e limpo demais.

O Porco foi o último animais do ciclo e faltou pouco para ficar fora por Deus estar a fechar o portão. Chegou atrasado por ter comido e adormecido no caminho todo.

São diferentes 3 animais entre o calendário lunar vietnamita e o chinês: Bufalo -> Vaca, Gato -> Coelho, Bode -> Ovelha.

segunda-feira, 14 de julho de 2008

uma visão brasileira sobre hanói e o vietname

Este é um vídeo retirado do site globo.com, um site de notícias brasileiro. Uma visão dos brasileiros sobre Hanói e o Vietname!

As ruas de Hanói, capital do Vietnã, estão sempre tomadas por motocicletas. A cena é tão característica que é hoje, sem dúvida, uma das imagens que melhor definem o Vietnã.
Fonte do vídeo: g1.com.br

segunda-feira, 7 de julho de 2008

músicas favoritas minhas

São 3 das músicas vietnamitas de que gosto. Por coincidência, falam sobre sofrimento de amor. Ahhhh, mas não penses que eu esteja a sofrer! Simplesmente, as músicas têm ritmos muito bonitos e letras bem poéticas. Aliás, só a musica Uma tarde sozinha foi traduzida anteontem, as duas outras tinham sido traduzidas há muito tempo. Portanto, espero que aprecies!

A palavra que nao se disse -

A palavra que não se disse

Ficando contigo, queria tanto estar contigo para sempre

Já acreditava que te amava

Mas quanto estávamos juntos, não sentia uma tímidez

E quando estava longe de ti, não sentia uma falta

Será por depressa que perdiste o coração

Como uma nuvem vagando, desejava perguntar-te

Tendo estado juntos por anos, porque nos separámos

O olhar que te queria dar, já não posso

O beijo apaixonante nos meus lábios ainda está quente

Tenho de me esquecer, o passado tolinho, um amor tontinho

Foram-se com ele

Já estás longe, meu amor

Como não sabia que estava eu contigo só para te ajudar

Nunca tendo o amor verdadeiro

Acumula-se a amargura

O amor foi-se

Ardendo o coração com o fogo desejoso

Deixando a solidão por palavras geladas

Mesmo que sejam apenas um desejo e uma esperança

Sei que tenho um sonho

Para sempre....

Tu e eu -

Tu e eu

Tu e eu, uma noite de lua, uma tarde anoitecendo

Tu – Vénus de madrugada

E eu – Vénus à noite

Tu e eu – saudades de distância e mimos de perto

Tu e eu – melodias felizes, ritmos tristes...

Canta, revela o teu coração

Ficaremos mais próximos pela música

Oiço uma voz parecida a uma brisa

Vejo uma lágrima parecida a um riacho cristalino

Será que estás a pensar em mim?

Como o teu coração está a dormir no meu

Separarmos não é para nos esquecermos

Mas sim deixar o coração mergulhar nas saudades

Tu e eu, uma felicidade recém-chegada, uma tristeza de longe

Tu – cheia de felicidades

E eu – cheio de saudades

Tu e eu – uma flor brilhante, um ramo seco sem folha

Tu e eu – cada tem só uma metade de vida

Canta, revela o teu coração

Ficaremos mais próximos pela música

Oiço uma voz parecida a uma brisa

Vejo uma lágrima parecida a um riacho cristalino

Será que estás a pensar em mim?

Como o teu coração está a dormir no meu

Separarmos não é para nos esquecermos

Mas sim deixar o coração mergulhar nas saudades

uma tarde sozinha -

Uma tarde sozinha

Tanto sol hoje à tarde

Estou sozinha nesta rua deserta

Lá ali a onda e o mar estão a sussurrar

Que estou com tantas saudades tuas

Ouvindo as minha palavras

As casuarinas na areia começam a cantar

E o céu também levanta a voz

Juntamente com a rua falam de amor

Sei que as nuvens voam para longe

Sei que tu estás longe

Ainda me apaixono por ti

Ainda te amo imenso

Ainda estou à tua espera

E ainda vejo esta rua à praia lindíssima

Sei que as nuvens nunca regressam

Sei que não és do jeito que dizes

Ainda me apaixono por ti

Ainda te amo imenso

Ainda estou à tua espera

Mesmo que hoje não aqui estejas

Como hoje o vento não consegue falar

As folhas começam a cantar

E o céu também levanta a voz

Juntamente com a rua falam de amor

O vento levam as nuvens para longe

Lá no mar aberto as ondas brincam

O mar brilha à tarde

O vento continua a soprar

A nuvem nervosa continua a flutuar

Deixando-me sozinha nesta rua à praia

Sei que as nuvens voam para longe

Sei que tu estás longe

Ainda me apaixono por ti

Ainda te amo imenso

Ainda estou à tua espera

E ainda vejo esta rua à praia lindíssima

Sei que as nuvens nunca regressam

Sei que não és do jeito que dizes

Ainda me apaixono por ti

Ainda te amo imenso

Ainda estou à tua espera

Mesmo que hoje não aqui estejas...

sexta-feira, 4 de julho de 2008

traje tradicional: música e fotos

Agora convido-te para ouvir a música mais popular sobre Áo dài no Vietname. Não consigo transferir todas as belezas da letra devido à má tradução. Mas espero que pelo menos sintas a nossa simpatia pelo traje tradicional. Ponho aqui também as fotos da competição Miss World 2008 que está a ter lugar no Vietname, na marcha nocturna em que as nossas belas estão em Áo dài.
OBS: Se te aparecer um fundo preto com uma flecha grande durante o slide, é só fechá-lo (no X no topo à direita do slide) e continuar a contemplar as fotos.
Fontes das imagens: DanTri.com uma inspiracao da patria -

Áo dài… voa voa voa voa graciosamente no vento
Áo dài... voa voa voa voa ternamente na rua
Como uma nuvem...desce flutuando na terra ...
Como um pombo.... desliza no pátio escolar...
Tão maravilhoso, o vestido que a pátria nos oferece
Onde quer que esteja... Paris, Londres ou terras estranhas
Distingue-se voando na rua
Assim se vê a alma da nossa pátria...
Voando... voando, como uma luz do sol alegra o dia
Voando... voando, como uma nuvem branca flutua no vento
Voando... voando, enroxa o pôr-do-sol
Voando... voando, enverdece as relvas
Os teus passos excitam o caminho de volta
Voa...o vestido familiar, como um passarinho a saudar o vento
Oiço... do teu coração, uma música cheia de amor
Amanhã... vá aonde vieres, a pátria está no teu coração.

traje tradicional

Áo dài é o traje tradicional do Vietname para ambos os dois sexos, cobrindo o corpo do pescoço aos joelhos ou a mais. Áo dài geralmente é utilizado nos festividades importantes ou pelas estudantes. Aqui vou falar sobre Áo dài feminino.

A história de Áo dài
Precursor
Não se sabe como formou Áo dài primitivo nem como era no primeiro devido à inexistência de bibliografias. O vestido feminino mais antigo vietnamita, conforme as imagens esculpidas nos tambores de cobre dos vietnamitas de há mais de milhares de anos atrás, tem duas abas separadas. Antes da época da Dominação Chinesa, os vietnamitas tinham os botões à esquerda. Mais tarde, mudaram para a direita como os chineses. A forma inicial de Áo dài tinha 4 abas com 2 abas dianteiras cruzadas sem fazer um nó. O Rei Nguyen Phuc Khoat é considerado ter fixado a forma de Áo dài. Sob a influência intensa da cultura chinesa, até o século XVIII, o vestuário no Vietname ainda reflectia o dos chineses, especialmente quando imigraram milhares de gente do Norte que se rebelavam contra a dinastia Qing. Nesta situação, para conservar o carácter cultural, o Rei Nguyen Phuc Khoat mandou: “O vestido casual de ambos sexos tem de ter colarinho alto, mangas curtas largas ou estreitas. Tem de ser fechada completamente com cosedura a partir de sovacos...”. Conforme esta bibliografia, Áo dài de modelo fixo foi formado e reconhecido como vestido nacional na dinastia do Rei Nguyen Phuc Khoat (1739-1765).
<--------------Os líderes estrangeiros também adoram Áo dài! (APEC 2006 no Vietname)
Áo dài Le Mur

Le Mur é a tradução em francês de Cat Tuong, o nome de um pintor nos anos 1930, quem fez uma renovação importante no Áo dài com 4 abas, tornando-o um vestido com apenas abas dianteira e traseira. A aba dianteira foi estendida aumentando assim a flexibilidade conforme os passos, ao mesmo tempo, a parte superior do vestido fica colada ao corpo mostrando as curvas aumentando assim o charme feminino. Para enfatizar ainda mais a feminidade, a linha dos botões na frente foi mudada para o ombro e mais tarde, ficou uma linha numa silhueta. Todavia, Áo dài Le Mur também tinha algumas mudanças “excessivas” que eram criticadas por um bom número de pessoas.

Áo dài Le Pho

Em 1934, outro pintor chamado Le Pho retirou as características duras e “mescladas” de Áo dài Le Mur e adicionou a Áo dài elementos tradicionais formando um tipo antigo, colado ao corpo com as duas abas soltas. Foi uma harmonia extremamente perfeita e elogiada por todas as senhoras. Desde aí, a forma padronizada de Áo dài foi fixada e apesar de muitas modificações, mantêm-se as características básicas.

Áo dài com raglã

Nos anos 1960, uma casa de moda em Saigão introduziu um Áo dài com raglã resolvendo a maior dificuldade na feitura de Áo dài: as pregas no sovaco. Com esta modificação, os botões vão de pescoço, passam pelo sovaco e percorrem a silhueta. O vestido assim fica mais colado às curvas do corpo, acrescentando o encanto.
Áo dài branco é utilizado como uniforme por estudantes femininas. Anjinhos, não achas? --------------------------------------------->
Um símbolo do Vietname
Diferente de quimono do Japão ou hanbok da Coreia, Áo dài de Vietname tem ao mesmo tempo tradicionalidade e modernidade. Especialmente Áo dài feminino pode ser utilizado em todos os casos: no trabalho, na escola, em casa ou quando se sai. Os acessórios também são simples: umas calças de seda, sapatos, sandálias ou tamancos... Nos casos mais formais (tal como casamento), é acompanhado de um jaleco e uma touca tradicional, ou até um diadema! Este é uma característica muito original deste vestido. Áo dài aparentemente tem jeito de acentuar a beleza de todos os corpos. A parte superior fica colada ao corpo mas as duas abas estão elegantemente soltas sobre as calças largas. As abas são separadas desde a cintura libertando os movimentos mas ao mesmo tempo salientando a graciosidade e feminidade. É fechado por cobrir o corpo todo mas é também sensual por mostrar a silhueta.

sábado, 28 de junho de 2008

A irmã mais velha

Este é um conto vietnamita que traduzi para o livro 7 histórias de mulheres, publicado em 2007 pelo IPOR (Instituto Português do Oriente), Macau, na ocasião do Dia Internacional de Mulheres. A história fala de um assunto que existe há muito tempo no Vietname mas ainda é muito discutido. Gosto da maneira que o escritor resolveu o problema, que mostrou a simpatia dele pelas mulheres e uma visão nova e humana.
Autor: Bui Huy Vong
Tradutora: Agulhinha Ferrogenta
Um menino, um menino, Phuong, minha irmã!!!
Ouvindo a sua mulher gritar na sala de maternidade do hospital, Tuong, que aguardava no corredor, ficou descansado e feliz. Finalmente, Phuong, a sua irmã, tivera um filho. Depois de muitas discussões sobre os preconceitos da sociedade e a reputação das mulheres grávidas sem marido, o sonho de Phuong tinha-se realizado.
Embora fossem irmãos dos mesmos pais - comessem à mesma mesa - por mais que se amassem os irmãos, que cuidassem uns dos outros, cada um teria que ter a sua própria casa e a sua família. Nada se podia comparar ao amor do marido, da mulher ou dos filhos.
Phuong era a mais velha, e segundo a tradição da nação Kinh, nada se comparava à primeira filha. Os pais ficaram muito contentes, a filha logo os ajudaria. Toda a aldeia reconhecia isso. Os rapazes só gostavam de brincar, não ajudavam em nada os pais.
E, mais uma vez, a tradição se cumpriu. Aos sete anos, Phuong já sabia preparar as refeições. Aos dez, já tratava dos porcos e trabalhava no campo.
Tuong tinha quase dez anos menos do que Phuong. A irmã ia às aulas de manhã e cuidava do irmão à tarde. Os pais podiam trabalhar no campo sem preocupação.
A situação da família melhorou, e, dois anos depois, a mãe ficou grávida.
Um dia, o pai de Phuong foi ao monte cortar madeira para fazer uma nova casa.
Tuong ainda se lembrava daquele pôr-do-sol destinado. No horizonte, a Oeste, o sol estava vermelho como uma brasa, tingindo as nuvens da cor do fogo. O pai foi levado para casa num edredão avermelhado pelo sangue. Uma árvore tinha-lhe caído em cima quando estava a cortá-la.
Durante o funeral, a mãe de Tuong, ainda grávida, chorou até desmaiar. Tuong, no entanto, sentiu mais estranheza do que dor. Não conseguiu compreender a perda do pai. Muitos anos depois, ainda se sentia muito tolinho ao lembrar aquele momento. Phuong abraçou o caixão chorando até os olhos ficarem muitos inchados.
Meses depois, a mãe deu à luz, em casa, com a ajudar das parteiras. Mas, menos de uma hora depois de o bebé nascer, teve uma hemorragia muito intensa. Apesar de ter sido conduzida ao hospital, perdeu tanto sangue que morreu no caminho, deixando os as três crianças órfãs. Phuong tornou-se o ganha-pão da família, a irmã e também a mãe dos dois irmãozintos. Naquele ano, tinha quase 14 anos.
Teve que deixar a escola. Todos os dias, quando o irmão chorava, levava-o às mulheres da aldeia, em fase de aleitamento, para lhe darem de mamar. Mais tarde, fazia-lhe sopinha. Com pena dos órfãos, ninguém lhes recusava o leite. Felizmente, o irmão parecia que compreendia a sua situação e raramente ficava doente.
Naquela altura, a comunidade da aldeia Muong vivia a experiência cooperativa. Aos irmãos de Phuong era fornecido arroz, mas, como era pouco, nunca chegava para os três órfãos. Os parentes queriam ajudá-los mas também eram pobres. E Phuong ainda não tinha idade para trabalhar. Na época das colheitas, deixava os irmãos nos vizinhos e ia para os ,onde o arroz ou o milho já tinham sido recolhidos, para apanhar os grãos ou os bagos caídos. Depois, deixava Tuong cuidar do irmão mais pequeno e ia ao rio apanhar peixes e caranguejos para vender. Assim, iam crescendo os três.
A juventude de Phuong foi passada a trabalhar arduamente para cuidar dos dois irmãos. Fazia todos os trabalhos para o ganha-pão da família. Desde trabalhar no campo até tratar de uma casa, fazia de tudo. Embora não fosse muito bonita, também não era feia. Era alta, tinha uma cara correcta e, em geral, era simpática. Surgiram alguns pretendentes que queriam casar com ela. Dizia-lhes que aceitaria se, vivendo com ela, a ajudassem a cuidar dos irmãos.
A noção de responsabilidade falava mais alto do que a preocupação de agradar. Nestas condições, os homens, como já não queriam viver em casa da mulher, afastavam-se dela em silêncio.
Durante muitas noites, Phuong não conseguia dormir, deixando as lágrimas molhar a almofada. Não queria perseguir a sua própria felicidade, o que obrigaria os irmãos a deixarem a escola. Várias vezes, os dois irmãos, Tuong e Luong, manifestaram vontade de deixar a escola para trabalhar de forma que a irmã se pudesse casar. Mas ela não aceitava e obrigava-os a estudar. Ficava em casa, trabalhava no campo e poupava para pagar as despesas deles.
O tempo passava muito depressa, quando Luong acabou a escola secundária, ela já tinha 30 anos. Com aquela idade já era muito difícil, naquela aldeia, uma mulher casar.
Tuong acabou os estudos, encontrou um bom emprego na província e casou-se. Com o seu apoio, o estudo de Luong ficou mais fácil.
Quando Tuong teve a primeira filha, a casa ainda ficou mais feliz. Mas Tuong não sabia que a alegria de uma pessoa podia ser a tristeza de uma outra. Muitas vezes, cruzava com o olhar triste de Phuong, especialmente quando o casal brincava com a filha. Vendo a irmã assim, Tuong também ficava infeliz e queria fazer algo para ajudá-la. Pensava, pensava muito, mas não encontrava nenhuma ideia. A mulher de Tuong, que também era de uma família pobre, tinha muita simpatia pela cunhada. Um dia, a propósito de um jantar de comemoração, Phuong dormiu em casa da família da mãe. Tuong e a mulher ficaram sozinhos em casa e puderam falar à vontade. A mulher perguntou com compaixão:
- Olha, ultimamente, tenho visto a minha cunhada a chorar sozinha, especialmente quando está sozinha com a nossa filha Huong…
Tuong entristeceu:
- Pois, toda a juventude dela foi dedicada a mim e ao Luong. Não conseguiu casar. Se tivesse um filho, seria óptimo para não se sentir sozinha – De repente Tuong bateu na testa – Nunca tinha pensado nisso! Vamos fazer um pedido de adopção para ela…
A mulher ficou silenciosa, depois suspirou e disse ao marido:
-Um filho adoptado não se pode comparar com um filho próprio. Ela ainda não é velha…
Durante toda a noite, o casal falou sobre o filho de Phuong…
Na noite seguinte, quando Huong já tinha ido dormir, o casal falou com Phuong. Phuong ficou como se estivesse sentada em cima de brasas choramingando: “Assim, toda a gente vai troçar de mim. É muito doloroso, muito desonroso…” O casal tentou apoiá-la: “Deixa lá, não podem troçar para sempre. Somos os teus irmãos, basta que te compreendamos. Toda a aldeia sabe que tens tido tantas dificuldades, que sacrificaste a tua felicidade por nós. Tu és serena e honesta, não como as raparigas imorais.” Falaram, falaram mas Phuong não mudou de ideias. Disse que o seu futuro eram os irmãos e os sobrinhos. Luong, que estava na faculdade ficou a saber a proposta sugerida por Tuong e pela mulher e enviou uma carta ameaçando que, se ela não aceitasse, deixaria a escola.
A novidade de Phuong estar grávida espalhou-se por toda a aldeia. Ficou magra, o cabelo duro, a barriga cada vez maior. De tão envergonhada, nem ousava sair. A sua cunhada não a deixava fazer nada e apoiava-a sempre: “A gravidez é muito importante para as mulheres, não te preocupes, fica tranquila”.
Deixando de criticá-la, as pessoas começavam a apoiá-la. As velhas vinham a casa aconselhá-la a cuidar de si. Uma mulher com mais de 30 anos a dar à luz pela primeira vez tinha de ter muito cuidado. Pouco a pouco, Phuong foi-se habituando e resignando. A vida nem sempre era confortável.
Tuong foi arrancado da corrente dos seus pensamentos quando a mulher o chamou:
- Olha, traz-me a fralda do cesto…
Um vento ligeiro fez Tuong acordar. E, voltando a casa para buscar mais algumas coisas para a grávida, Tuong sorriu ao ver o bambu velho em frente da casa a oscilar ao vento. Ao lado do tronco estava um bambu novo, crescendo.

Hanói no Verão, estação da flor-do-paraíso* e das sinfonias de cigarras

*também chamada: flamboyant, pau-rosa, acácia-rubra, árvore-flamejante

Este é um texto produzido pelo meu melhor amigo e publicado no blogue dele. Estava a procurar uma prosa que falasse da beleza de Hanói no Verão e esta é exactamente o que queria. Tentei fazer uma tradução mais fiel do original, por isso talvez sinta uma estranheza no estilo literário do texto, visto que o estilo literário vietnamita é bem livre. A prosa possui ao mesmo tempo a poesia e os “factores” engraçados que lhe aconteceram. Por tanto, dá para ver uma beleza típica de Hanói, através da visão de um “hanoiano”.

Chegou o Verão...

... trazendo o calor desconfortável mas também não deixou de trazer os seus charmes típicos embelezando as ruas de Hanói... inspirando a gente de Hanói...

Muitas tardes, deixando os livros e as canetas, pondo o capacete, saio passeando na minha mota velha... Sem meticulosidade, sem luxo... apenas com chortes e camisola... acelerando na rua... sem olhar para ninguém, sem querer ser olhado por ninguém... para quê???... Para sentir o calor, para respirar o pó na rua???... Não... para sentir o Verão de Hanói... já há 2 anos...

Uma tarde, andando de mota, sem dar por nada, de repente, ouvi um som, desacelerei... andando devagarinho e ouvindo... A SINFONIA DAS CIGARRAS... o som do Verão! Finalmente chegou o Verão! Sem poder acelerar mais, andei devagar e devagar ouvindo atenciosamente o som das cigarras... e recordando os dias antigos em que com um saquinho na mão esquerda e uma garrafa na mão direita andava de árvore a árvore... APANHANDO CIGARRAS... todos os dias, um grupo de crianças, vagueando nas ruas, de manhã à tarde, e logo à noite, juntavam-se para ver quem tinha apanhado mais CIGARRAS. Lembrando agora, fico com tantas saudades... em volta da minha casa actual, durante o Verão inteiro, nem um som das cigarras, o que se podia apanhar...

E desde aquele dia, todas as tarde, ainda na minha mota, mas jamais para acelerar, mas sim para procurar nas árvores... para encontrar algo do Verão... FLOR-DO-PARAÍSO... os ramos brilhantemente vermelhos da flor-do-paraíso do Verão, o vermelho de Hanói. Nem uma nuvem no céu azul, os pássaros flutuam num espaço luminoso, os raios dourados de sol misturam-se com o vermelho da flor embelezando a paisagem de Hanói. As flores-do-paraíso, como uma bela nova, cheia de vitalidade, reflectem-se na água do lago Oeste. O parque parece mais animado e colorido quando abrem as flores integrando no ritmo dinâmico da vida de Hanói. Sobressaindo-se das outras cores de lótus, rosas... a flor-do-paraíso possui uma cor que nunca desbota. Passear nas ruas de Hanói no Verão traz um sentimento incrivelmente confortável. Na sombra dos árvores, algumas pétalas vermelhas caídas no silêncio às vezes mostram a poesia da vida de Hanói. Aparece-me uma música: “Com cestas de bicicletas cheias de flores-do-paraíso, aonde levas o meu Verão... Um ramo de flores-do-paraíso como os 18 anos teus...”. Dantes, havia os dias em que passeava apanhando as flores, pressionava-as num livro... para oferecer a alguém... Uma vez, ela queria um ramo de flores-do-paraíso, subi a uma árvore apanhando um e quase caí no lago, logo fui perseguido por uns guardas, ainda bem que não fui arrestado.

E assim finalmente chegou o Verão...vai fazer muitíssimo sol, muitíssimo calor... mas também vai ser belíssimo com o vermelho das flores-do-paraíso.... excitadíssimo com o som das cigarras... Tudo, é o Verão de Hanói...

Uma tarde no Verão... comeu-se arroz frito... ficou-se com dispepsia, não se conseguiu dormir........

quinta-feira, 26 de junho de 2008

marcha turca "vietnamita"

marcha turca -

Hoje vou-te apresentar uma versão muito diferente da música famosa Marcha Turca de Mozart, tocada com instrumentos musicais tradicionais vietnamitas. Aqui na imagem vê-se o instrumento principal, que vou apresentar-te com mais detalhes num texto posterior. Agora, diverte-te!

terça-feira, 3 de junho de 2008

gastronomia de hanói: chả cá lã vọng

Chả cá Lã Vọng é uma especialidade da cidade e mais precisamente, da rua Chả Cá (Rua Peixe Frito). Hoje, há muitos restaurantes que fazem este prato em Hanói mas nenhum desses pode produzir o sabor e a qualidade iguais a os do restaurante na rua Chả Cá. Antigamente, esta era a rua em que se vendiam tintas, por isso, era chamada Hang Son (Rua de Tintas). No fim do século 19, a família Doan, residentes da casa do número 14 deste rua, descobriu uma ideia nova: vender pedaços de peixe grelhado servidos com macarronete macio (bún) e tempero. Este prato recebia muitas apreciações favoráveis dos clientes. À seguinte, a família Doan decidiu especializar-se neste comércio e o restaurante “Chả cá Lã vọng” apareceu. Enquanto os clientes se sentam por volta duma mesa, o cozinheiro começa a pôr alguns temperos: a tigela de molho de camarão mistura com limão e um pouco de açúcar, e finalmente decorado por alguns pedaços de pimento vermelho. Depois de alguns minutos, pode desfrutar-se este prato maravilhoso. Pedaços saborosos de peixe branco polvilhados com açafrão, fritos em óleo junto à mesa, acompanhados de endro fresco, chalotas, basílico, amendoins, coentros e molho picante são servidos com um novelo de aletria. Deve comer-se no Cha Ca La Vong, um restaurante com 104 anos da idade no Bairro Antigo de Hanói. Sente-se e espere que a fritadeira lhe aproxime. Mais uma coisa interessante é que este restaurante foi posto na lista “ 10 lugares deve saber antes de morrer” da imprensa MSNBC dos Estudos Unidos da América.

gastronomia de hanói: cốm

Para a gente de Hanói, nada evoca o Outono como o sabor do arroz novo da aldeia Vòng. Muitos estrangeiros perguntaram-se a si mesmo porque esta comida foi nomeada Cốm làng Vòng (aroz verde da aldeia Vòng)? A resposta é muito simples, porque se originou há muito tempo na aldeia Vòng. Os habitantes da aldeia Vòng cultivaram um tipo de arroz pegajoso muito especial para produzir seus cốm famosos. Antigamente, as famílias ricas compravam-no para os seus filhos e as familías do noivo deram “cốm” às familías da noiva como um presente de noivado e casamento. Há dois tipos de “cốm” conforme as colheitas de arroz. O primeiro, nomeado “cốm mùa”, aparece de Julho a Outubro enquanto o segundo nomeado “cốm chiêm” só aparece em Abril. De facto, “cốm mùa” é o mais delicioso cuja colheita é feita no meio do Agosto (calendário lunar) ou meio de Outono. O arroz verde misturado com banana madura cria um sabor maravilhosamente delicioso. Uma vez que se tenta esta combinação, nunca se poderá esquecer. O arroz verde é ainda usado nas especialidades diferentes como bolo de arroz verde (Bánh cốm), vendido na Rua Hàng Than e bolo pegajoso enchido com arroz verde, vendido na rua Hàng Điếu. O bolo de arroz verde (bánh cốm) é embrulhado na folha de banana e fio envermelhado de bambu tingido. Os restaurantes também oferecem os pratos que envolvem o cốm tais como: Frango estufado com ervas e arroz verde (Gà tần thảo mộc cốm xanh) ou arroz verde servido com camarão frito (tôm lăn cốm chiên). Com o desenvolvimento da transportação, hoje em dia, o Cốm fresco pode chegar a todos os clientes em todo o país. Mesmo as pessoas noutros países também podem desfrutar o sabor doce desta comida especial. Para onde quer que vá um habitante do Hanói, não pode esquecer-se deste prato feito de arroz, simples mas extremamente especial.

gastronomia de hanói: bánh cuốn

Bánh cuốn (crepe de farinha de arroz enrolado com cogumelo e carne de porco) é também um membro da família de macarronete que tem origem no Norte do Vietname. Trata-se de uma espécie de crepe feito com uma folha fina de massa de arroz cozido no vapor, que pode ser recheado com carne de suíno picada, além de outros ingredientes. O acompanhamento deste prato é normalmente chả lụa (uma salsicha vietnamita de suíno). Cha lua é feita tradicionalmente com carne picada de suíno, amido de batata e nước mắm (molho de peixe). A mistura é envolvida em folhas de banana e cozida em vapor. A salsicha é normalmente cortada em fatias e comida com crepes de massa de arroz e os dois são acompanhados por um molho chamado “nước chấm”. Actualmente, o “nuoc cham” é uma parte mais importante deste prato. Se o “nuoc cham” for saboroso, o prato vai ser muito mais delicioso. Por isso, muitas pessoas querem conhecer como fazer “ nuoc cham”, um molho especial da culinária do Vietname. Pode ser usado para molhar outras iguarias ou como condimento, sendo esta última utilização bastante frequente. Designado como molho, a sua consistência assemelha-se à da água, possuindo a cor-de-laranja. É confeccionado com sumo de lima ou limão, vinagre (facultativo), molho de peixe, açúcar e água. Por vezes, a estes ingredientes, são também adicionados alhos picados, malaguetas picadas ou cortadas em cubos e cenoura ralada. É frequentemente preparado quente, num fogão, de forma a derreter o açúcar mais depressa, sendo arrefecido em seguida. O sabor varia com o gosto pessoal de quem o prepara, colocando maior ou menor quantidade de determinado ingrediente, sendo descrito como doce, mas salgado, por vezes picante. O nước chấm é normalmente servido com diversos tipos de crepes vietnamitas. Além de se usar “nuoc cham” enquanto se come esta comida, por vezes, adiciona-se uma gota de cà cuống, ou seja, essência de barata-d'água, para intensificar o sabor, apesar de este ser um ingrediente escasso e bastante caro. É um prato leve, normalmente consumido durante o desjejum. Quando se visita Hanói, não se deve passar este comida atractiva.

gastronomia de hanói: phở

Uma das comidas mais famosas e típicas de Hanói é Phở. Esta comida originou-se do Norte do Vietname e depois espalhou-se para o centro e Sul do país. O Phở tem mudado muito durante os 100 anos da sua história. É uma sopa de macarronete com frango ou carne de vaca e especiarias. Os habitantes de Hanói podem comer “Phở” como pequeno-almoço, almoço ou jantar. Este é um prato muito especial para numerosas pessoas. Pode encontrar-se o “phở’ em varias áreas no Vietname, mas o Phở de Hanói é que é mais delicioso. Esta sopa não menos delicado de qualquer prato é conhecido em todo o mundo. O Phở não só aquece o coração mas também satisfaz o apetite dos Vietnamitas ou qualquer pessoa que dele goste. Segunda a maneira clássica, o chave desta comida é o caldo e a carne de vaca. A cozinha do osso de vaca num tempo longo resulta num caldo rico cujo sabor é ainda enriquecido com sabor de gengibre e cebola chalota assados e sementes de anis. O caldo e o macarronete são sempre cobertos das fatias delgadas de carne de vaca cozinhada. O Phở não é uma comida rápida como KFC ou McDonald’s, e normalmente também não é caseira. Se se quer comer, vai-se ao restaurante. Quando se come o Phở, têm de se usar colher e pauzinhos. Num prato separado, são fornecidos manjericão, lima ou limão, rebentos de soja e malaguetas. Em qualquer lugar do Hanói, pode encontrar-se um “restaurantinho” de phở. Além disso, pode comer-se esta sopa de madrugada (cerca das 5 de manhã) até às tantas. Para os habitantes de Hanói, o Phở não é apenas uma comida comum mas também a vida, o amor e a alma.

terça-feira, 27 de maio de 2008

lagos de Hanói: Lago Truc Bach

O lago de Truc Bach é separado do lago Oeste pela Avenida de Thanh Nien (podes ver na terceira imagem do texto sobre o Lago Oeste). Apareceu no século XVII quando os habitantes das 2 aldeias de Yen Hoa (agora Yen Phu) e Yen Quang (agora na Rua de Quan Thanh) juntamente fizeram um dique com finalidade de separar a parte sul do lago Oeste para cultivar peixes. As bibliografias indicam que havia uma aldeia chamada Truc Yen ao sul do lago cujo emprego principal era fazer cortinas de bambu. Por isso, todas as família cultivavam bambu fazendo surgir o nome Truc Bach (Bambu Branco).
Em volta do lago ficam vários monumentos históricos e projectos originais tais como o templo de Quan Thanh ao sudoeste do lago. Ao este fica o pagode de Chau Long que é considerado ser construído desde a dinastia de Tran, onde a princesa vivia como uma budista. Além disso, há também o templo de An Tri no qual é cultuado Uy Do, o herói que lutou contra o exército de Nguyen.

lagos de Hanói: Lago Oeste

O lago Oeste, o espelho de Hanói, a pulmão de Thang Long, tem uma área de 500 hectares e uma história de milhares de anos. O caminho em volta do lago mede até 17 km! A geohistória provou que o rio é uma parte restante do Rio Vermelho depois da sua mudança de corrente. Provavelmente a mudança do rio fez aparecer várias lendas sobre o lago e o seu nome. Segundo a lenda da Raposa Monstruosa, chama-se Lago do Corpo de Raposa porque vivia cá uma raposa com 9 caudas prejudicando o povo. O Rei do Mar então levantou a água para destruir a caverna da raposa, a caverna caiu criando o lago. De acordo com a lenda de O gigante que fez sinos, o lago é chamado de Boi Dourado. Antigamente, havia um gigante que consegui recolher todo o bronze negro do Norte fazendo então um sino. Ao bater no sino, o som soou até ao Norte. Como bronze negro é a mãe de ouro, o boi dourado no Norte ao ouvir o som, levantou-se e correu procurando a mãe. Vindo aqui, pisou fortemente na terra. A terra caiu em colapso nascendo o lago.
Conforme as bibliografias, no século XI, este lago entrou na história como o a Lagoa Nevoeira. Mudou-se para o Lago Oeste no século XV. Algumas pessoas também o chamava de Lago de Lang Bac. Já era uma atracção de há muito tempo. Na dinastia de Ly-Tran, os Reis mandaram fazer vários palácios por volta do lago como sítio de relaxamento, entretimento... tais como o Templo de Ham Nguyen da dinastia de Tran que agora é o famoso pagode de Tran Quoc, o palácio de Tu Hoa da dinastia de Ly que agora é o pagode de Kim Lien ou o templo de Thuy Chuong no lugar em que agora fica a escola Chu Van An.
Nos belos dias, navegar no lago é um passatempo nobre inspirando muitos poetas como Nguyen Du, Nguyen Cong Tru, Nguyen Khuyen... Se se fizer uma volta pelo lago, vêem-se muitos monumentos e belezas: a aldeia de Nghi Tam que possui o pagode de Kim Lien com a arquitectura original, a aldeia de Nhat Tan – terra das flores primaverais, a aldeia de Ke Buoi que produz papel tradicional... e sobretudo, o Templo de Quan Thanh. Ainda por cima, alguns projectos modernos recém-construídos fazem parte da diversidade da paisagem do lago.

domingo, 25 de maio de 2008

lagos de Hanói: Lago Hoan Kiem

Antigamente era chamado Lago Luc Thuy (Lago de Água Verde) porque possui a água cristalina o ano todo. No século XV, o nome foi mudado para Hoan Kiem (devolução da espada), abreviado Lago Guom (Lago de Espada). O novo nome associa-se à lenda em que o Rei Le Thai To devolveu a espara para a Tartaruga Dourada.
A tartaruga é um dos 4 animais divinos (dragão, unicórnio, tartaruga, fénix) na cultura tradicional vietnamita. Uma raça rara de tartaruga ainda vive no lago e levanta-se em cima da superfície da água umas vezes por ano. Diz-se que tem sorte quem vê a tartaruga em cima da água.
Dentro do lago existem 2 ilhas. A maior chama-se Ngoc (Ilha de Gema), fica a norte do lago e é ligada com a terra pela ponte The Huc. O nome The Huc significa “aguardar o sol”. A mais pequena é chamada Rua (Ilha de Tartaruga), fica ao sul e possui uma torrinha antiga.

Porta da cidade Quan Chuong

Esta é uma das 21 portas da cidade antiga Thang Long e a única que fica até agora. Foi construída em 1749 no lugar que actualmente é o início da Rua de Hang Chieu. A porta ainda mantém uma entrada principal e duas extras em 2 lados. Na parede está um epitáfio de pedra que Hoang Dieu mandou fazer em 1881. No tal epitáfio, escreveu proibir os soldados de extorquir as pessoas que se deslocavam pela porta.

Na porta, estão 3 grandes letras chinesas, “Thanh Ha Mon” (Porta de Thanh Ha) porque antigamente este lugar era a aldeia de Thanh Ha, pertencendo ao distrito de Dong Xuan. Mas os habitantes da capital costumam chamá-la O Quan Chuong (Porta de Quan Chuong) devido a esta história: A 20 de Novembro de 1873, os franceses entraram em Hanói a partir do Rio Vermelho. Passaram por esta porta mas encontro a resistência forte de um grupo de 100 soldados vietnamitas liderado por um comandante (Chuong Co em vietnamita). A luta demora de madrugada até à tarde quando o comandante e todos os soldados se sacrificaram. A Porta tornou-se uma testemunha da audácia dos filhos de Thang Long – Hanói.

Mercado Dong Xuan

Vende-se tudo no mercado Dong Xuan, o maior mercado no centro de Hanói. Foi construído em 1889 em base da unificação e deslocação dos 2 mercados de Cau Dong e Bach Ma, que tinham ficado nas margens do Rio To. O mercado actual tem 3 andares com 2224 lojas interiores e 70 exteriores negociando 24 tipos de mercadorias. O lado frontal vira para a Rua de Dong Xuan e outros lados são limitados pelas Ruas de Hang Khoai, Nguyen Thien Thuat e Cau Dong. O mercado Dong Xuan é ainda por cima um monumento da Resistência, onde se realizam a luta entre os soldados suicidas e os franceses em Fevereiro de 1947.

sábado, 24 de maio de 2008

Ruas Antigas - Alma de Hanói

As ruas antigas de Hanói, que são comparadas por turistas ocidentais a antiga Venice, hoje em dia ainda são uma área original do Vietname. As ruas antigas de Hanói são normalmente chamadas “As 36 ruas” e ficam no centro da cidade de Hanói, pertencendo ao Distrito de Hoankiem. Têm uma área de 100 ha, sendo limitadas a Norte pela Rua de Hang Dau, a Sul pelas Ruas de Hang Bong – Hang Gai – Cau Go e Hang Thung, a Este pelas Avenidas de Tran Nhat Duat e Tran Quang Khai, a Oeste pela Rua de Phung Hung.
Estavam antigamente aqui as associações artesanais. Cada rua carrega o nome de uma mercadoria: Hang Non (Rua de Chapéus Cónicos – um tipo de chapéu tradicional do Vietname), Hang Chieu (Rua de Esteiras), Hang Quat (Rua de Leques)... Nesta zona antiga, ficam alternadamente entre casas tradicionais os monumentos culturais, históricos, religiosos e os restaurantes gastronómicos. A zona ainda mantém a arquitectura vietnamita e asiática formando uma comunidade arquitectónica original com casas em proximidade imediata e ruas energéticas. As actividades da vida quotidiana realizam-se dinamicamente: negócios, produção, entretimento, relaxamento, festividades... criando uma vitalidade forte para as ruas se manterem e desenvolverem.

Um quadro do estilo “Pho Phai” (Ruas de Phai) – o estilo famoso e exclusivo do pintor Bui Xuan Phai

A antiga Hanói era dividida em 2 zonas distintas: a zona proibida para o Rei e os mandarins e a zona comercial para o povo – que hoje em dia são as ruas antigas. Dantes, a zona antiga foi formada de uma rede de trânsito fluvial com o sistema de canais criados por ramos dos Rios Vermelho e To Lich. Os artesãos qualificados seleccionados pela Corte estabeleceram associações artesanais mesmo perto os portões da Cidadela Real.

A partir do século XI, esta tornou-se uma zona comercial dinâmica com associações especializadas em certas mercadorias. Por isso, hoje em dia, a cidade é designada “Hanói – 36 Ruas”. O nome de cada rua começa por “Hang” tais como Hang Dao, Hang Bac, Hang Thiec, Hang Giay, Hang Ma, Hang Vai... "Hang" em vietnamita antigo significa mercadoria, e as ruas foram nomeadas conforme as mercadorias que nelas se vendiam. Em muitas ruas actualmente ainda se vendem essas mercadorias tradicionais.

As ruas antigas são realmente um sítio interessante para os turistas descobrirem. As casas “tubulares” nesta zona têm largura estreita e estendem-se para trás. Para verem o seu comprimento, podem percorrer os becos entre casas ou visitar uma das lojas na Rua de Hang Gai.

A vida nestas ruas ainda está sempre energética. Desde madrugada que as ruas ficam cheias de gente ir ao trabalho, vender comidas, praticar exercícios.... Os velhos continuam a carreira dos ascendentes, as velhas cuidam do altar da família, dos netos e da casa... Até mesmo nas noites frias do Inverno, os habitantes de Hanoi têm o hábito de se juntar desfrutando os pratos típicos da cidade.

As ruas antigas de Hanói está a enfrentar mudanças grandes e complicadas devido ao desenvolvimento social que faz com que algumas casas ou partes das ruas sejam substituídas por arquitectura moderna. Todavia, as ruas ainda mantêm a sua beleza com casas tubulares, bonitas e musgosas relampejarem no verde das árvores. Uma beleza pura, delicada que nunca se desbota.

Recentemente, a cidade de Hanói restaurou algumas casas antigas simbólicas da zona. São as casas na Rua de Ma May, 87 e na Rua de Hang Dao, 38.

Museu de Etnologia do Vietname

Situado no distrito de Cau Giay, a oeste de Hanói, o Museu de Etnologia de Vietname ficou aberto no fim de 1997. Desde este momento, tem atraído muita atenção de visitantes bem como etnógrafos e investigadores do mundo inteiro.
Contém mais de 10.000 objectos, 15.000 fotos a preto e branco e centenas de vídeos e cassetes que descrevem todos os aspectos da vida, actividades, costumes, e hábitos de 54 grupos étnicos do Vietname. O museu de Etnologia do Vietname tem recriado com sucesso a vida dia a dia com rituais religiosos e festivais simbólicos de cada grupo étnico no país. Os visitantes têm oportunidades para admirar os trajes, bordados bem como as casas de pernilongo e hábitos dos diferentes grupos.
Todos os objectos mostrados estão harmonizados e completam um a outra para criar um quadro diversificado e colorido da cultura vietnamita.

Museus: Prisão de Hoa Lo

A Prisão de Hoa Lo situa-se na rua do mesmo nome. O colonialista francês usava Hoa Lo para aprisionar muitos patriotas e prisioneiros comunistas. Depois de a paz ser estabelecida em 1954, este lugar era usado por Governo vietnamita como a prisão para prisioneiros criminais. Em seguida, durante a guerra contra os EUA, muitos pilotos americanos foram aprisionados aqui.
Em 1996, a Prisão de Hoa Lo foi deslocada para o subúrbio de Hanói e uma torre de 26 andares compreendendo um hotel e escritórios foi construída nesta área. Um edifício na frente e a porta da prisão foram deixados como um museu. No interior, os visitantes podem encontrar algumas fotografias que descrevem como as guilhotinas eram usada para realizar a pena de morte de soldados revolucionários.

Museu de História do Vietname

:

O Museu de História do Vietname fica situado perto do Teatro Municipal e Lago Hoan Kiem, no centro da cidade. O Museu preserva grande número de artefactos valiosos de vários períodos históricos. As exibições são mostradas nos dois andares.

A primeira secção contem relíquias do tempo pré-história descobertas em diferentes lugares do país. Estes itens principal datam as idades paleolítica e neolítica.

A sala adjacente apresenta a civilização do povo de Viet antigo no período dos Rei Hung, os reis fundadores da nação. Todas as relíquias mostram o desenvolvimento brilhante da cultura vietnamita da última era neolítica até o início da idade do Ferro. Muitos tambores impressionantes de cobre da era de Dong Son têm sido preservados.

As lutas duras pela independência nacional e soberania do século 1 até 10 são reflectidas por muitos artefactos históricos associados com insurreições contra invasores estrangeiros. Estas lutas foram lidadas por heróis nacionais como Irmãs de Trung, Ba Trieu, Mai Thuc Loan, Ly Bon, Phung Hung e Ngo Quyen...

A história do período de independência e feudalismo, que durou do século 10 até 19 passando as dinastias de Dinh, Tien Le, Ly, Tran, Ho, Tay Son, e Nguyen são reapresentadas em muitas colecções valiosas.

A última parte de exposição relata a vitória da Revolução de Agosto de 1945.

Teatro Municipal de Hanói

A contrução do Teatro Municipal de Hanói começou em 1901 e foi completada em 1911. Foi desenhado pelos arquitectos Broger e Harloy e foi o primeiro teatro de ópera em Hanói. Com a capacidade de 900 de lugares, o Teatro Municipal não é apenas um edifício com grande significado cultural, mas também histórico. De facto, foi aqui onde os vietnamitas vieram içar de bandeira vermelha com a estrela no dia 17 de Agosto de 1945 (no balcão do segundo andar do Teatro). Além disso, o edifício fica situado na junção das Ruas Trang Tien e Hang Khay. Nesta praça, os habitantes de Hanói demonstraram manifestando o apoio para a Revolução. Em 1997, com a assistência do Governo Francês, o Teatro foi restaurado para o seu desenho original. Suportado com melhores equipamentos técnicos, este é o sítios para diversos programas de alta qualidade.

Grande Catedral de Hanói

O Grande Catedral de Hanói, também conhecido como Catedral de São José, foi inaugurado no Natal de 1886, depois de dois anos de construção. Foi construído ao lado da torre Bao Thien, que era famosa na antiga capital Thang Long, na Dinastia de Ly (século 11- 12). O seu desenho é inspirado pela arquitectura de Notre Dama em Paris.

templos de Hanói: Templo de Quan Thanh

Na entrada do Templo de Quan Thanh estão em cima três letras chinesas “Tran Vu Quan”, indicando que o Templo é dedicado a Buda e os seus discípulos fiéis. O São Tran Vu é uma personagem lendária e foi quem ajudou o Imperador An Duong Vuong a exterminar os fantasmas durante a construção da Citadela de Co Loa. O Templo de Quan Thanh foi construído durante o reino do Imperador Ly Thai To (1010- 1028). A atenção especial deve ser dada à estátua de bronze negro do São Tran Vu, um símbolo . A grande estátua que pesa 3600kg fica situada na sala principal desde 1667. Também não se dever esquecer contemplar o grande sino antigo de bronze com a altura de 1.5 metro pendurado em cima das 3 portas de entrada. No interior de pagode, vê-se uma pequena estátua de bronze negro provavelmente de Trum Trong, moldador chefe de cobre que fez o sino e a grande estátua de São Tran Vu. Para comemorar a grande contribuição do seu professor, os alunos de Trum Trong moldaram a sua estátua e puseram – na no interior de templo a fim de as gerações futuras o lembrarem.

torres de Hanói: Torre de Hoa Phong

Fica no pavimento do mesmo lado que o lago de Hoan Kiem, oposto os Correios de Hanói pela Avenida de Dinh Tien Hoang. Esta é a relíquia restante do templo de Bao An, também chamado pagode de Quan Thuong, uma comunidade arquitectónica budista. No meio do século XIX, havia neste lugar e em todo o sítio que agora se localizam os Correios, um grande pagode com mais de 1000 compartimentos e mais um lago no qual se cultivava lótus. A torre de Hoa Phong ficava no exterior do pagode. Em 1898, o pagode foi destruído dada à extensão da cidade mas a torre ficou. Esta é uma das torres raras em Hanói, tendo 4 portas – uma transformação de Stupa (um tipo de torres budistas na Índia). Em 4 lados do segundo andar estão as Baguás – ferramenta que indica as direcções. Por isso, a torre de Hoa Phong é a harmonia das perspectivas do mundo do Budismo.

templos de Hanói: Templo de Tay Ho

Tay Ho era a aldeia antiga de Thang Long, situado a este do Lago Oeste. Na entrada da aldeia, há um templo para homenagear a Mãe Lieu Hanh, quem tinha o talento raro de tocar música, cantar e escrever poema. A Mãe Lieu Hanh era tão bondosa que foi elogiada como Thanh Mau (Santa Mãe). Todos anos, no dia 15 do primeiro mês lunar, muitas pessoas vêm lá, não só para homenagear Thanh Mau com o desejo que lhes oferecessem boas coisas e boa sorte, mas também para desfrutaram uma paisagem bonita da cidade.

pagodes de Hanói: Pagode Tran Quoc

O Pagode de Tran Quoc (Guardar o país), situado na ilha no Lago Oeste, é o mais antigo pagode no Vietname; cuja construção começou em 541. Os visitantes podem ver as torres do Pagode elevarem-se em cima da superfície do lago. No interior, há uma estátua preciosa de Buda Sakyamuni a entrar Nirvana, que é a obra-prima de arte escultural vietnamita. Uma estela ao lado, feita em1639, conta a historia deste pagode.