sábado, 28 de junho de 2008

A irmã mais velha

Este é um conto vietnamita que traduzi para o livro 7 histórias de mulheres, publicado em 2007 pelo IPOR (Instituto Português do Oriente), Macau, na ocasião do Dia Internacional de Mulheres. A história fala de um assunto que existe há muito tempo no Vietname mas ainda é muito discutido. Gosto da maneira que o escritor resolveu o problema, que mostrou a simpatia dele pelas mulheres e uma visão nova e humana.
Autor: Bui Huy Vong
Tradutora: Agulhinha Ferrogenta
Um menino, um menino, Phuong, minha irmã!!!
Ouvindo a sua mulher gritar na sala de maternidade do hospital, Tuong, que aguardava no corredor, ficou descansado e feliz. Finalmente, Phuong, a sua irmã, tivera um filho. Depois de muitas discussões sobre os preconceitos da sociedade e a reputação das mulheres grávidas sem marido, o sonho de Phuong tinha-se realizado.
Embora fossem irmãos dos mesmos pais - comessem à mesma mesa - por mais que se amassem os irmãos, que cuidassem uns dos outros, cada um teria que ter a sua própria casa e a sua família. Nada se podia comparar ao amor do marido, da mulher ou dos filhos.
Phuong era a mais velha, e segundo a tradição da nação Kinh, nada se comparava à primeira filha. Os pais ficaram muito contentes, a filha logo os ajudaria. Toda a aldeia reconhecia isso. Os rapazes só gostavam de brincar, não ajudavam em nada os pais.
E, mais uma vez, a tradição se cumpriu. Aos sete anos, Phuong já sabia preparar as refeições. Aos dez, já tratava dos porcos e trabalhava no campo.
Tuong tinha quase dez anos menos do que Phuong. A irmã ia às aulas de manhã e cuidava do irmão à tarde. Os pais podiam trabalhar no campo sem preocupação.
A situação da família melhorou, e, dois anos depois, a mãe ficou grávida.
Um dia, o pai de Phuong foi ao monte cortar madeira para fazer uma nova casa.
Tuong ainda se lembrava daquele pôr-do-sol destinado. No horizonte, a Oeste, o sol estava vermelho como uma brasa, tingindo as nuvens da cor do fogo. O pai foi levado para casa num edredão avermelhado pelo sangue. Uma árvore tinha-lhe caído em cima quando estava a cortá-la.
Durante o funeral, a mãe de Tuong, ainda grávida, chorou até desmaiar. Tuong, no entanto, sentiu mais estranheza do que dor. Não conseguiu compreender a perda do pai. Muitos anos depois, ainda se sentia muito tolinho ao lembrar aquele momento. Phuong abraçou o caixão chorando até os olhos ficarem muitos inchados.
Meses depois, a mãe deu à luz, em casa, com a ajudar das parteiras. Mas, menos de uma hora depois de o bebé nascer, teve uma hemorragia muito intensa. Apesar de ter sido conduzida ao hospital, perdeu tanto sangue que morreu no caminho, deixando os as três crianças órfãs. Phuong tornou-se o ganha-pão da família, a irmã e também a mãe dos dois irmãozintos. Naquele ano, tinha quase 14 anos.
Teve que deixar a escola. Todos os dias, quando o irmão chorava, levava-o às mulheres da aldeia, em fase de aleitamento, para lhe darem de mamar. Mais tarde, fazia-lhe sopinha. Com pena dos órfãos, ninguém lhes recusava o leite. Felizmente, o irmão parecia que compreendia a sua situação e raramente ficava doente.
Naquela altura, a comunidade da aldeia Muong vivia a experiência cooperativa. Aos irmãos de Phuong era fornecido arroz, mas, como era pouco, nunca chegava para os três órfãos. Os parentes queriam ajudá-los mas também eram pobres. E Phuong ainda não tinha idade para trabalhar. Na época das colheitas, deixava os irmãos nos vizinhos e ia para os ,onde o arroz ou o milho já tinham sido recolhidos, para apanhar os grãos ou os bagos caídos. Depois, deixava Tuong cuidar do irmão mais pequeno e ia ao rio apanhar peixes e caranguejos para vender. Assim, iam crescendo os três.
A juventude de Phuong foi passada a trabalhar arduamente para cuidar dos dois irmãos. Fazia todos os trabalhos para o ganha-pão da família. Desde trabalhar no campo até tratar de uma casa, fazia de tudo. Embora não fosse muito bonita, também não era feia. Era alta, tinha uma cara correcta e, em geral, era simpática. Surgiram alguns pretendentes que queriam casar com ela. Dizia-lhes que aceitaria se, vivendo com ela, a ajudassem a cuidar dos irmãos.
A noção de responsabilidade falava mais alto do que a preocupação de agradar. Nestas condições, os homens, como já não queriam viver em casa da mulher, afastavam-se dela em silêncio.
Durante muitas noites, Phuong não conseguia dormir, deixando as lágrimas molhar a almofada. Não queria perseguir a sua própria felicidade, o que obrigaria os irmãos a deixarem a escola. Várias vezes, os dois irmãos, Tuong e Luong, manifestaram vontade de deixar a escola para trabalhar de forma que a irmã se pudesse casar. Mas ela não aceitava e obrigava-os a estudar. Ficava em casa, trabalhava no campo e poupava para pagar as despesas deles.
O tempo passava muito depressa, quando Luong acabou a escola secundária, ela já tinha 30 anos. Com aquela idade já era muito difícil, naquela aldeia, uma mulher casar.
Tuong acabou os estudos, encontrou um bom emprego na província e casou-se. Com o seu apoio, o estudo de Luong ficou mais fácil.
Quando Tuong teve a primeira filha, a casa ainda ficou mais feliz. Mas Tuong não sabia que a alegria de uma pessoa podia ser a tristeza de uma outra. Muitas vezes, cruzava com o olhar triste de Phuong, especialmente quando o casal brincava com a filha. Vendo a irmã assim, Tuong também ficava infeliz e queria fazer algo para ajudá-la. Pensava, pensava muito, mas não encontrava nenhuma ideia. A mulher de Tuong, que também era de uma família pobre, tinha muita simpatia pela cunhada. Um dia, a propósito de um jantar de comemoração, Phuong dormiu em casa da família da mãe. Tuong e a mulher ficaram sozinhos em casa e puderam falar à vontade. A mulher perguntou com compaixão:
- Olha, ultimamente, tenho visto a minha cunhada a chorar sozinha, especialmente quando está sozinha com a nossa filha Huong…
Tuong entristeceu:
- Pois, toda a juventude dela foi dedicada a mim e ao Luong. Não conseguiu casar. Se tivesse um filho, seria óptimo para não se sentir sozinha – De repente Tuong bateu na testa – Nunca tinha pensado nisso! Vamos fazer um pedido de adopção para ela…
A mulher ficou silenciosa, depois suspirou e disse ao marido:
-Um filho adoptado não se pode comparar com um filho próprio. Ela ainda não é velha…
Durante toda a noite, o casal falou sobre o filho de Phuong…
Na noite seguinte, quando Huong já tinha ido dormir, o casal falou com Phuong. Phuong ficou como se estivesse sentada em cima de brasas choramingando: “Assim, toda a gente vai troçar de mim. É muito doloroso, muito desonroso…” O casal tentou apoiá-la: “Deixa lá, não podem troçar para sempre. Somos os teus irmãos, basta que te compreendamos. Toda a aldeia sabe que tens tido tantas dificuldades, que sacrificaste a tua felicidade por nós. Tu és serena e honesta, não como as raparigas imorais.” Falaram, falaram mas Phuong não mudou de ideias. Disse que o seu futuro eram os irmãos e os sobrinhos. Luong, que estava na faculdade ficou a saber a proposta sugerida por Tuong e pela mulher e enviou uma carta ameaçando que, se ela não aceitasse, deixaria a escola.
A novidade de Phuong estar grávida espalhou-se por toda a aldeia. Ficou magra, o cabelo duro, a barriga cada vez maior. De tão envergonhada, nem ousava sair. A sua cunhada não a deixava fazer nada e apoiava-a sempre: “A gravidez é muito importante para as mulheres, não te preocupes, fica tranquila”.
Deixando de criticá-la, as pessoas começavam a apoiá-la. As velhas vinham a casa aconselhá-la a cuidar de si. Uma mulher com mais de 30 anos a dar à luz pela primeira vez tinha de ter muito cuidado. Pouco a pouco, Phuong foi-se habituando e resignando. A vida nem sempre era confortável.
Tuong foi arrancado da corrente dos seus pensamentos quando a mulher o chamou:
- Olha, traz-me a fralda do cesto…
Um vento ligeiro fez Tuong acordar. E, voltando a casa para buscar mais algumas coisas para a grávida, Tuong sorriu ao ver o bambu velho em frente da casa a oscilar ao vento. Ao lado do tronco estava um bambu novo, crescendo.

Hanói no Verão, estação da flor-do-paraíso* e das sinfonias de cigarras

*também chamada: flamboyant, pau-rosa, acácia-rubra, árvore-flamejante

Este é um texto produzido pelo meu melhor amigo e publicado no blogue dele. Estava a procurar uma prosa que falasse da beleza de Hanói no Verão e esta é exactamente o que queria. Tentei fazer uma tradução mais fiel do original, por isso talvez sinta uma estranheza no estilo literário do texto, visto que o estilo literário vietnamita é bem livre. A prosa possui ao mesmo tempo a poesia e os “factores” engraçados que lhe aconteceram. Por tanto, dá para ver uma beleza típica de Hanói, através da visão de um “hanoiano”.

Chegou o Verão...

... trazendo o calor desconfortável mas também não deixou de trazer os seus charmes típicos embelezando as ruas de Hanói... inspirando a gente de Hanói...

Muitas tardes, deixando os livros e as canetas, pondo o capacete, saio passeando na minha mota velha... Sem meticulosidade, sem luxo... apenas com chortes e camisola... acelerando na rua... sem olhar para ninguém, sem querer ser olhado por ninguém... para quê???... Para sentir o calor, para respirar o pó na rua???... Não... para sentir o Verão de Hanói... já há 2 anos...

Uma tarde, andando de mota, sem dar por nada, de repente, ouvi um som, desacelerei... andando devagarinho e ouvindo... A SINFONIA DAS CIGARRAS... o som do Verão! Finalmente chegou o Verão! Sem poder acelerar mais, andei devagar e devagar ouvindo atenciosamente o som das cigarras... e recordando os dias antigos em que com um saquinho na mão esquerda e uma garrafa na mão direita andava de árvore a árvore... APANHANDO CIGARRAS... todos os dias, um grupo de crianças, vagueando nas ruas, de manhã à tarde, e logo à noite, juntavam-se para ver quem tinha apanhado mais CIGARRAS. Lembrando agora, fico com tantas saudades... em volta da minha casa actual, durante o Verão inteiro, nem um som das cigarras, o que se podia apanhar...

E desde aquele dia, todas as tarde, ainda na minha mota, mas jamais para acelerar, mas sim para procurar nas árvores... para encontrar algo do Verão... FLOR-DO-PARAÍSO... os ramos brilhantemente vermelhos da flor-do-paraíso do Verão, o vermelho de Hanói. Nem uma nuvem no céu azul, os pássaros flutuam num espaço luminoso, os raios dourados de sol misturam-se com o vermelho da flor embelezando a paisagem de Hanói. As flores-do-paraíso, como uma bela nova, cheia de vitalidade, reflectem-se na água do lago Oeste. O parque parece mais animado e colorido quando abrem as flores integrando no ritmo dinâmico da vida de Hanói. Sobressaindo-se das outras cores de lótus, rosas... a flor-do-paraíso possui uma cor que nunca desbota. Passear nas ruas de Hanói no Verão traz um sentimento incrivelmente confortável. Na sombra dos árvores, algumas pétalas vermelhas caídas no silêncio às vezes mostram a poesia da vida de Hanói. Aparece-me uma música: “Com cestas de bicicletas cheias de flores-do-paraíso, aonde levas o meu Verão... Um ramo de flores-do-paraíso como os 18 anos teus...”. Dantes, havia os dias em que passeava apanhando as flores, pressionava-as num livro... para oferecer a alguém... Uma vez, ela queria um ramo de flores-do-paraíso, subi a uma árvore apanhando um e quase caí no lago, logo fui perseguido por uns guardas, ainda bem que não fui arrestado.

E assim finalmente chegou o Verão...vai fazer muitíssimo sol, muitíssimo calor... mas também vai ser belíssimo com o vermelho das flores-do-paraíso.... excitadíssimo com o som das cigarras... Tudo, é o Verão de Hanói...

Uma tarde no Verão... comeu-se arroz frito... ficou-se com dispepsia, não se conseguiu dormir........

quinta-feira, 26 de junho de 2008

marcha turca "vietnamita"

marcha turca -

Hoje vou-te apresentar uma versão muito diferente da música famosa Marcha Turca de Mozart, tocada com instrumentos musicais tradicionais vietnamitas. Aqui na imagem vê-se o instrumento principal, que vou apresentar-te com mais detalhes num texto posterior. Agora, diverte-te!

terça-feira, 3 de junho de 2008

gastronomia de hanói: chả cá lã vọng

Chả cá Lã Vọng é uma especialidade da cidade e mais precisamente, da rua Chả Cá (Rua Peixe Frito). Hoje, há muitos restaurantes que fazem este prato em Hanói mas nenhum desses pode produzir o sabor e a qualidade iguais a os do restaurante na rua Chả Cá. Antigamente, esta era a rua em que se vendiam tintas, por isso, era chamada Hang Son (Rua de Tintas). No fim do século 19, a família Doan, residentes da casa do número 14 deste rua, descobriu uma ideia nova: vender pedaços de peixe grelhado servidos com macarronete macio (bún) e tempero. Este prato recebia muitas apreciações favoráveis dos clientes. À seguinte, a família Doan decidiu especializar-se neste comércio e o restaurante “Chả cá Lã vọng” apareceu. Enquanto os clientes se sentam por volta duma mesa, o cozinheiro começa a pôr alguns temperos: a tigela de molho de camarão mistura com limão e um pouco de açúcar, e finalmente decorado por alguns pedaços de pimento vermelho. Depois de alguns minutos, pode desfrutar-se este prato maravilhoso. Pedaços saborosos de peixe branco polvilhados com açafrão, fritos em óleo junto à mesa, acompanhados de endro fresco, chalotas, basílico, amendoins, coentros e molho picante são servidos com um novelo de aletria. Deve comer-se no Cha Ca La Vong, um restaurante com 104 anos da idade no Bairro Antigo de Hanói. Sente-se e espere que a fritadeira lhe aproxime. Mais uma coisa interessante é que este restaurante foi posto na lista “ 10 lugares deve saber antes de morrer” da imprensa MSNBC dos Estudos Unidos da América.

gastronomia de hanói: cốm

Para a gente de Hanói, nada evoca o Outono como o sabor do arroz novo da aldeia Vòng. Muitos estrangeiros perguntaram-se a si mesmo porque esta comida foi nomeada Cốm làng Vòng (aroz verde da aldeia Vòng)? A resposta é muito simples, porque se originou há muito tempo na aldeia Vòng. Os habitantes da aldeia Vòng cultivaram um tipo de arroz pegajoso muito especial para produzir seus cốm famosos. Antigamente, as famílias ricas compravam-no para os seus filhos e as familías do noivo deram “cốm” às familías da noiva como um presente de noivado e casamento. Há dois tipos de “cốm” conforme as colheitas de arroz. O primeiro, nomeado “cốm mùa”, aparece de Julho a Outubro enquanto o segundo nomeado “cốm chiêm” só aparece em Abril. De facto, “cốm mùa” é o mais delicioso cuja colheita é feita no meio do Agosto (calendário lunar) ou meio de Outono. O arroz verde misturado com banana madura cria um sabor maravilhosamente delicioso. Uma vez que se tenta esta combinação, nunca se poderá esquecer. O arroz verde é ainda usado nas especialidades diferentes como bolo de arroz verde (Bánh cốm), vendido na Rua Hàng Than e bolo pegajoso enchido com arroz verde, vendido na rua Hàng Điếu. O bolo de arroz verde (bánh cốm) é embrulhado na folha de banana e fio envermelhado de bambu tingido. Os restaurantes também oferecem os pratos que envolvem o cốm tais como: Frango estufado com ervas e arroz verde (Gà tần thảo mộc cốm xanh) ou arroz verde servido com camarão frito (tôm lăn cốm chiên). Com o desenvolvimento da transportação, hoje em dia, o Cốm fresco pode chegar a todos os clientes em todo o país. Mesmo as pessoas noutros países também podem desfrutar o sabor doce desta comida especial. Para onde quer que vá um habitante do Hanói, não pode esquecer-se deste prato feito de arroz, simples mas extremamente especial.

gastronomia de hanói: bánh cuốn

Bánh cuốn (crepe de farinha de arroz enrolado com cogumelo e carne de porco) é também um membro da família de macarronete que tem origem no Norte do Vietname. Trata-se de uma espécie de crepe feito com uma folha fina de massa de arroz cozido no vapor, que pode ser recheado com carne de suíno picada, além de outros ingredientes. O acompanhamento deste prato é normalmente chả lụa (uma salsicha vietnamita de suíno). Cha lua é feita tradicionalmente com carne picada de suíno, amido de batata e nước mắm (molho de peixe). A mistura é envolvida em folhas de banana e cozida em vapor. A salsicha é normalmente cortada em fatias e comida com crepes de massa de arroz e os dois são acompanhados por um molho chamado “nước chấm”. Actualmente, o “nuoc cham” é uma parte mais importante deste prato. Se o “nuoc cham” for saboroso, o prato vai ser muito mais delicioso. Por isso, muitas pessoas querem conhecer como fazer “ nuoc cham”, um molho especial da culinária do Vietname. Pode ser usado para molhar outras iguarias ou como condimento, sendo esta última utilização bastante frequente. Designado como molho, a sua consistência assemelha-se à da água, possuindo a cor-de-laranja. É confeccionado com sumo de lima ou limão, vinagre (facultativo), molho de peixe, açúcar e água. Por vezes, a estes ingredientes, são também adicionados alhos picados, malaguetas picadas ou cortadas em cubos e cenoura ralada. É frequentemente preparado quente, num fogão, de forma a derreter o açúcar mais depressa, sendo arrefecido em seguida. O sabor varia com o gosto pessoal de quem o prepara, colocando maior ou menor quantidade de determinado ingrediente, sendo descrito como doce, mas salgado, por vezes picante. O nước chấm é normalmente servido com diversos tipos de crepes vietnamitas. Além de se usar “nuoc cham” enquanto se come esta comida, por vezes, adiciona-se uma gota de cà cuống, ou seja, essência de barata-d'água, para intensificar o sabor, apesar de este ser um ingrediente escasso e bastante caro. É um prato leve, normalmente consumido durante o desjejum. Quando se visita Hanói, não se deve passar este comida atractiva.

gastronomia de hanói: phở

Uma das comidas mais famosas e típicas de Hanói é Phở. Esta comida originou-se do Norte do Vietname e depois espalhou-se para o centro e Sul do país. O Phở tem mudado muito durante os 100 anos da sua história. É uma sopa de macarronete com frango ou carne de vaca e especiarias. Os habitantes de Hanói podem comer “Phở” como pequeno-almoço, almoço ou jantar. Este é um prato muito especial para numerosas pessoas. Pode encontrar-se o “phở’ em varias áreas no Vietname, mas o Phở de Hanói é que é mais delicioso. Esta sopa não menos delicado de qualquer prato é conhecido em todo o mundo. O Phở não só aquece o coração mas também satisfaz o apetite dos Vietnamitas ou qualquer pessoa que dele goste. Segunda a maneira clássica, o chave desta comida é o caldo e a carne de vaca. A cozinha do osso de vaca num tempo longo resulta num caldo rico cujo sabor é ainda enriquecido com sabor de gengibre e cebola chalota assados e sementes de anis. O caldo e o macarronete são sempre cobertos das fatias delgadas de carne de vaca cozinhada. O Phở não é uma comida rápida como KFC ou McDonald’s, e normalmente também não é caseira. Se se quer comer, vai-se ao restaurante. Quando se come o Phở, têm de se usar colher e pauzinhos. Num prato separado, são fornecidos manjericão, lima ou limão, rebentos de soja e malaguetas. Em qualquer lugar do Hanói, pode encontrar-se um “restaurantinho” de phở. Além disso, pode comer-se esta sopa de madrugada (cerca das 5 de manhã) até às tantas. Para os habitantes de Hanói, o Phở não é apenas uma comida comum mas também a vida, o amor e a alma.