segunda-feira, 14 de julho de 2008

uma visão brasileira sobre hanói e o vietname

Este é um vídeo retirado do site globo.com, um site de notícias brasileiro. Uma visão dos brasileiros sobre Hanói e o Vietname!

As ruas de Hanói, capital do Vietnã, estão sempre tomadas por motocicletas. A cena é tão característica que é hoje, sem dúvida, uma das imagens que melhor definem o Vietnã.
Fonte do vídeo: g1.com.br

segunda-feira, 7 de julho de 2008

músicas favoritas minhas

São 3 das músicas vietnamitas de que gosto. Por coincidência, falam sobre sofrimento de amor. Ahhhh, mas não penses que eu esteja a sofrer! Simplesmente, as músicas têm ritmos muito bonitos e letras bem poéticas. Aliás, só a musica Uma tarde sozinha foi traduzida anteontem, as duas outras tinham sido traduzidas há muito tempo. Portanto, espero que aprecies!

A palavra que nao se disse -

A palavra que não se disse

Ficando contigo, queria tanto estar contigo para sempre

Já acreditava que te amava

Mas quanto estávamos juntos, não sentia uma tímidez

E quando estava longe de ti, não sentia uma falta

Será por depressa que perdiste o coração

Como uma nuvem vagando, desejava perguntar-te

Tendo estado juntos por anos, porque nos separámos

O olhar que te queria dar, já não posso

O beijo apaixonante nos meus lábios ainda está quente

Tenho de me esquecer, o passado tolinho, um amor tontinho

Foram-se com ele

Já estás longe, meu amor

Como não sabia que estava eu contigo só para te ajudar

Nunca tendo o amor verdadeiro

Acumula-se a amargura

O amor foi-se

Ardendo o coração com o fogo desejoso

Deixando a solidão por palavras geladas

Mesmo que sejam apenas um desejo e uma esperança

Sei que tenho um sonho

Para sempre....

Tu e eu -

Tu e eu

Tu e eu, uma noite de lua, uma tarde anoitecendo

Tu – Vénus de madrugada

E eu – Vénus à noite

Tu e eu – saudades de distância e mimos de perto

Tu e eu – melodias felizes, ritmos tristes...

Canta, revela o teu coração

Ficaremos mais próximos pela música

Oiço uma voz parecida a uma brisa

Vejo uma lágrima parecida a um riacho cristalino

Será que estás a pensar em mim?

Como o teu coração está a dormir no meu

Separarmos não é para nos esquecermos

Mas sim deixar o coração mergulhar nas saudades

Tu e eu, uma felicidade recém-chegada, uma tristeza de longe

Tu – cheia de felicidades

E eu – cheio de saudades

Tu e eu – uma flor brilhante, um ramo seco sem folha

Tu e eu – cada tem só uma metade de vida

Canta, revela o teu coração

Ficaremos mais próximos pela música

Oiço uma voz parecida a uma brisa

Vejo uma lágrima parecida a um riacho cristalino

Será que estás a pensar em mim?

Como o teu coração está a dormir no meu

Separarmos não é para nos esquecermos

Mas sim deixar o coração mergulhar nas saudades

uma tarde sozinha -

Uma tarde sozinha

Tanto sol hoje à tarde

Estou sozinha nesta rua deserta

Lá ali a onda e o mar estão a sussurrar

Que estou com tantas saudades tuas

Ouvindo as minha palavras

As casuarinas na areia começam a cantar

E o céu também levanta a voz

Juntamente com a rua falam de amor

Sei que as nuvens voam para longe

Sei que tu estás longe

Ainda me apaixono por ti

Ainda te amo imenso

Ainda estou à tua espera

E ainda vejo esta rua à praia lindíssima

Sei que as nuvens nunca regressam

Sei que não és do jeito que dizes

Ainda me apaixono por ti

Ainda te amo imenso

Ainda estou à tua espera

Mesmo que hoje não aqui estejas

Como hoje o vento não consegue falar

As folhas começam a cantar

E o céu também levanta a voz

Juntamente com a rua falam de amor

O vento levam as nuvens para longe

Lá no mar aberto as ondas brincam

O mar brilha à tarde

O vento continua a soprar

A nuvem nervosa continua a flutuar

Deixando-me sozinha nesta rua à praia

Sei que as nuvens voam para longe

Sei que tu estás longe

Ainda me apaixono por ti

Ainda te amo imenso

Ainda estou à tua espera

E ainda vejo esta rua à praia lindíssima

Sei que as nuvens nunca regressam

Sei que não és do jeito que dizes

Ainda me apaixono por ti

Ainda te amo imenso

Ainda estou à tua espera

Mesmo que hoje não aqui estejas...

sexta-feira, 4 de julho de 2008

traje tradicional: música e fotos

Agora convido-te para ouvir a música mais popular sobre Áo dài no Vietname. Não consigo transferir todas as belezas da letra devido à má tradução. Mas espero que pelo menos sintas a nossa simpatia pelo traje tradicional. Ponho aqui também as fotos da competição Miss World 2008 que está a ter lugar no Vietname, na marcha nocturna em que as nossas belas estão em Áo dài.
OBS: Se te aparecer um fundo preto com uma flecha grande durante o slide, é só fechá-lo (no X no topo à direita do slide) e continuar a contemplar as fotos.
Fontes das imagens: DanTri.com uma inspiracao da patria -

Áo dài… voa voa voa voa graciosamente no vento
Áo dài... voa voa voa voa ternamente na rua
Como uma nuvem...desce flutuando na terra ...
Como um pombo.... desliza no pátio escolar...
Tão maravilhoso, o vestido que a pátria nos oferece
Onde quer que esteja... Paris, Londres ou terras estranhas
Distingue-se voando na rua
Assim se vê a alma da nossa pátria...
Voando... voando, como uma luz do sol alegra o dia
Voando... voando, como uma nuvem branca flutua no vento
Voando... voando, enroxa o pôr-do-sol
Voando... voando, enverdece as relvas
Os teus passos excitam o caminho de volta
Voa...o vestido familiar, como um passarinho a saudar o vento
Oiço... do teu coração, uma música cheia de amor
Amanhã... vá aonde vieres, a pátria está no teu coração.

traje tradicional

Áo dài é o traje tradicional do Vietname para ambos os dois sexos, cobrindo o corpo do pescoço aos joelhos ou a mais. Áo dài geralmente é utilizado nos festividades importantes ou pelas estudantes. Aqui vou falar sobre Áo dài feminino.

A história de Áo dài
Precursor
Não se sabe como formou Áo dài primitivo nem como era no primeiro devido à inexistência de bibliografias. O vestido feminino mais antigo vietnamita, conforme as imagens esculpidas nos tambores de cobre dos vietnamitas de há mais de milhares de anos atrás, tem duas abas separadas. Antes da época da Dominação Chinesa, os vietnamitas tinham os botões à esquerda. Mais tarde, mudaram para a direita como os chineses. A forma inicial de Áo dài tinha 4 abas com 2 abas dianteiras cruzadas sem fazer um nó. O Rei Nguyen Phuc Khoat é considerado ter fixado a forma de Áo dài. Sob a influência intensa da cultura chinesa, até o século XVIII, o vestuário no Vietname ainda reflectia o dos chineses, especialmente quando imigraram milhares de gente do Norte que se rebelavam contra a dinastia Qing. Nesta situação, para conservar o carácter cultural, o Rei Nguyen Phuc Khoat mandou: “O vestido casual de ambos sexos tem de ter colarinho alto, mangas curtas largas ou estreitas. Tem de ser fechada completamente com cosedura a partir de sovacos...”. Conforme esta bibliografia, Áo dài de modelo fixo foi formado e reconhecido como vestido nacional na dinastia do Rei Nguyen Phuc Khoat (1739-1765).
<--------------Os líderes estrangeiros também adoram Áo dài! (APEC 2006 no Vietname)
Áo dài Le Mur

Le Mur é a tradução em francês de Cat Tuong, o nome de um pintor nos anos 1930, quem fez uma renovação importante no Áo dài com 4 abas, tornando-o um vestido com apenas abas dianteira e traseira. A aba dianteira foi estendida aumentando assim a flexibilidade conforme os passos, ao mesmo tempo, a parte superior do vestido fica colada ao corpo mostrando as curvas aumentando assim o charme feminino. Para enfatizar ainda mais a feminidade, a linha dos botões na frente foi mudada para o ombro e mais tarde, ficou uma linha numa silhueta. Todavia, Áo dài Le Mur também tinha algumas mudanças “excessivas” que eram criticadas por um bom número de pessoas.

Áo dài Le Pho

Em 1934, outro pintor chamado Le Pho retirou as características duras e “mescladas” de Áo dài Le Mur e adicionou a Áo dài elementos tradicionais formando um tipo antigo, colado ao corpo com as duas abas soltas. Foi uma harmonia extremamente perfeita e elogiada por todas as senhoras. Desde aí, a forma padronizada de Áo dài foi fixada e apesar de muitas modificações, mantêm-se as características básicas.

Áo dài com raglã

Nos anos 1960, uma casa de moda em Saigão introduziu um Áo dài com raglã resolvendo a maior dificuldade na feitura de Áo dài: as pregas no sovaco. Com esta modificação, os botões vão de pescoço, passam pelo sovaco e percorrem a silhueta. O vestido assim fica mais colado às curvas do corpo, acrescentando o encanto.
Áo dài branco é utilizado como uniforme por estudantes femininas. Anjinhos, não achas? --------------------------------------------->
Um símbolo do Vietname
Diferente de quimono do Japão ou hanbok da Coreia, Áo dài de Vietname tem ao mesmo tempo tradicionalidade e modernidade. Especialmente Áo dài feminino pode ser utilizado em todos os casos: no trabalho, na escola, em casa ou quando se sai. Os acessórios também são simples: umas calças de seda, sapatos, sandálias ou tamancos... Nos casos mais formais (tal como casamento), é acompanhado de um jaleco e uma touca tradicional, ou até um diadema! Este é uma característica muito original deste vestido. Áo dài aparentemente tem jeito de acentuar a beleza de todos os corpos. A parte superior fica colada ao corpo mas as duas abas estão elegantemente soltas sobre as calças largas. As abas são separadas desde a cintura libertando os movimentos mas ao mesmo tempo salientando a graciosidade e feminidade. É fechado por cobrir o corpo todo mas é também sensual por mostrar a silhueta.