Áo dài é o traje tradicional do Vietname para ambos os dois sexos, cobrindo o corpo do pescoço aos joelhos ou a mais. Áo dài geralmente é utilizado nos festividades importantes ou pelas estudantes. Aqui vou falar sobre Áo dài feminino.
A história de Áo dài
Precursor
Não se sabe como formou Áo dài primitivo nem como era no primeiro devido à inexistência de bibliografias. O vestido feminino mais antigo vietnamita, conforme as imagens esculpidas nos tambores de cobre dos vietnamitas de há mais de milhares de anos atrás, tem duas abas separadas. Antes da época da Dominação Chinesa, os vietnamitas tinham os botões à esquerda. Mais tarde, mudaram para a direita como os chineses.
A forma inicial de Áo dài tinha 4 abas com 2 abas dianteiras cruzadas sem fazer um nó. O Rei Nguyen Phuc Khoat é considerado ter fixado a forma de Áo dài. Sob a influência intensa da cultura chinesa, até o século XVIII, o vestuário no Vietname ainda reflectia o dos chineses, especialmente quando imigraram milhares de gente do Norte que se rebelavam contra a dinastia Qing. Nesta situação, para conservar o carácter cultural, o Rei Nguyen Phuc Khoat mandou: “O vestido casual de ambos sexos tem de ter colarinho alto, mangas curtas largas ou estreitas. Tem de ser fechada completamente com cosedura a partir de sovacos...”. Conforme esta bibliografia, Áo dài de modelo fixo foi formado e reconhecido
como vestido nacional na dinastia do Rei Nguyen Phuc Khoat (1739-1765).
<--------------Os líderes estrangeiros também adoram Áo dài! (APEC 2006 no Vietname)
Áo dài Le Mur
Le Mur é a tradução em francês de Cat Tuong, o nome de um pintor nos anos 1930, quem fez uma renovação importante no Áo dài com 4 abas, tornando-o um vestido com apenas abas dianteira e traseira. A aba dianteira foi estendida aumentando assim a flexibilidade conforme os passos, ao mesmo tempo, a parte superior do vestido fica colada ao corpo mostrando as curvas aumentando assim o charme feminino. Para enfatizar ainda mais a feminidade, a linha dos botões na frente foi mudada para o ombro e mais tarde, ficou uma linha numa silhueta. Todavia, Áo dài Le Mur também tinha algumas mudanças “excessivas” que eram criticadas por um bom número de pessoas.
Áo dài Le Pho
Em 1934, outro pintor chamado Le Pho retirou as características duras e “mescladas” de Áo dài Le Mur e adicionou a Áo dài elementos tradicionais formando um tipo antigo, colado ao corpo com as duas abas soltas. Foi uma harmonia extremamente perfeita e elogiada por todas as senhoras. Desde aí, a forma padronizada de Áo dài foi fixada e apesar de muitas modificações, mantêm-se as características básicas.
Áo dài com raglã
Nos anos 1960, uma casa de moda em Saigão introduziu um Áo dài com raglã resolvendo a maior dificuldade na feitura de Áo dài: as pregas no sovaco. Com esta modificação, os botões vão de pescoço, passam pelo sovaco e percorrem a silhueta. O vestido as
sim fica mais colado às curvas do corpo, acrescentando o encanto.
Áo dài branco é utilizado como uniforme por estudantes femininas. Anjinhos, não achas? --------------------------------------------->
Um símbolo do Vietname
Diferente de quimono do Japão ou hanbok da Coreia, Áo dài de Vietname tem ao mesmo tempo tradicionalidade e modernidade. Especialmente Áo dài feminino pode ser utilizado em todos os casos: no trabalho, na escola, em casa ou quando se sai. Os acessórios também são simples: umas calças de seda, sapatos, sandálias ou tamancos... Nos casos mais formais (tal como casamento), é acompanhado de um jaleco e uma touca tradicional, ou até um diadema! Este é uma característica muito original deste vestido.
Áo dài aparentemente tem jeito de acentuar a beleza de todos os corpos. A parte superior fica colada ao corpo mas as duas abas estão elegantemente soltas sobre as calças largas. As abas são separadas desde a cintura libertando os movimentos mas ao mesmo tempo salientando a graciosidade e feminidade. É fechado por cobrir o corpo todo mas é também sensual por mostrar a silhueta.
1 comentário:
«O ADMIRAVEL VIETNAM»
A história do Vietname é uma história de amor à terra e de luta pela LIBERDADE. Nem a maior potência do planeta foi capaz de sufocar esse sentimento dos vietnamitas. As belezas naturais do País e o espírito de união desse laborioso povo justificam o sacrifício a que se submeteram para a manutenção do que há de mais precioso e sagrado nesta vida (a LIBERDADE), não apenas a liberdade física, mas, sobretudo, a liberdade de nacionalidade e de espírito.
Um bom exemplo disso, é precisamente o teu “blog” no qual se nota todo esse orgulho em cada palavra, frase ou parágrafo.
Esta, LIBERDADE pela qual lutou incansavelmente o povo vietnamita, é para mim, um bom exemplo para o mundo.
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